Navio isolado e cepa rara: o que se sabe sobre o surto de hantavírus no cruzeiro MV Hondius

Por Flipar

A transmissão entre humanos é rara, com exceção do vírus dos Andes, cepa sul-americana que já demonstrou essa capacidade em surtos limitados ? e que está no centro do caso do navio MV Hondius. Os sintomas iniciais lembram os de uma gripe comum, com febre, fadiga, dores musculares e dor de cabeça, mas podem evoluir rapidamente para insuficiência respiratória grave, com acúmulo de líquido nos pulmões.
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O período de incubação varia de uma a oito semanas. Casos graves exigem internação em UTI, com suporte de oxigênio ou ventilação mecânica. Não existe tratamento antiviral específico nem vacina amplamente disponível ? o manejo é de suporte, focado no controle dos sintomas e das complicações.
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Apesar do cenário alarmante no cruzeiro, os dados brasileiros mostram uma tendência de queda no número de casos e mortes ao longo da última década. A distribuição dos casos, no entanto, é bastante desigual entre as regiões do país. O Sul concentra o maior número absoluto de infectados e óbitos: foram 238 casos confirmados e 77 mortes entre 2016 e 2025, com letalidade de 32,3%.
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A região Nordeste, por sua vez, registrou apenas três casos e dois óbitos no mesmo período, mas apresenta a maior taxa de letalidade regional, de 66,6% ? o que indica que, embora raro na região, o vírus se mostra particularmente letal quando ocorre.
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