Bem antes da Disney: como era a versão original mais ‘sombria’ de ‘A Bela e a Fera’

Por Flipar

Muitos estudiosos acreditam que a narrativa também se inspirou em casos reais, especialmente na história de Petrus Gonsalvus, um homem que sofria de hipertricose, condição rara que cobre o corpo de pelos. Ele viveu nas cortes europeias durante o Renascimento e acabou se casando com uma mulher considerada muito bonita na época.
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Nas décadas seguintes, surgiram versões para televisão, musicais e filmes em vários países. Entretanto, a transformação definitiva da história em fenômeno global aconteceu em 1991, com a animação lançada pela Walt Disney Company. O filme modernizou a narrativa, acrescentou números musicais memoráveis e aprofundou o romance entre Bela e a Fera.
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A protagonista passou a ser retratada como uma jovem inteligente, apaixonada por livros e interessada em liberdade intelectual, algo incomum entre heroínas clássicas das animações daquele período. A animação se tornou um marco histórico ao ser o primeiro longa animado indicado ao Oscar de Melhor Filme.
Reproduc?a?o/Disney
Canções como ?Beauty and the Beast? e ?Be Our Guest? ajudaram a consolidar o sucesso internacional da produção. Além disso, personagens como Lumière e Cogsworth foram criados para dar leveza e humor à trama. O filme também gerou séries, musicais da Broadway, brinquedos e novas adaptações para diferentes mídias.
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Outra diferença para a versão original foi a criação de um vilão "bonitão", que serviu para inverter o tema original: o verdadeiro monstro pode ter um rosto bonito, enquanto a bondade pode estar escondida sob uma aparência fera. Em 2014, foi lançada uma versão francesa do romance, que tentou retornar às raízes visuais de Villeneuve, focando mais na mitologia da floresta e no passado da Fera.
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