“Chip da beleza”: mercado milionário cresce no Brasil apesar de alertas médicos e falta de comprovação científica

Por Flipar

"A decisão representa uma importante vitória na nossa luta pela saúde pública. Os implantes têm sido utilizados de forma inadequada e com riscos comprovados para a saúde?, observou na época o presidente da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM), Paulo Miranda.
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Atualmente, embora o uso estético permaneça cercado de restrições, brechas na regulamentação permitem que substâncias autorizadas continuem manipuladas sem definição clara sobre os limites de aplicação prática. Na rotina do mercado, isso significa que os implantes seguem disponíveis em clínicas e consultórios de diferentes regiões do país.
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Especialistas consultados pelo g1 alertam que esse tipo de publicidade frequentemente explora inseguranças relacionadas ao corpo, autoestima e envelhecimento, transformando o implante em porta de entrada para um mercado mais amplo de procedimentos estéticos, suplementação e terapias hormonais.
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A Anvisa reforça esse alerta ao listar diversos riscos graves à saúde associados ao produto. Entre as complicações clínicas possíveis estão a hipertensão arterial, arritmias cardíacas, acidente vascular cerebral (AVC) e o aumento dos níveis de colesterol e triglicerídeos. Além disso, o uso pode causar efeitos colaterais visíveis e sistêmicos, como acne, queda de cabelo, crescimento excessivo de pelos em mulheres, alterações na voz, insônia e quadros de agitação.
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