11 de maio: relembre o levante que transformou o Palácio Guanabara em cenário de guerra

Por Flipar

A AIB surgiu em meio à radicalização política que marcou o Brasil após a Revolução de 1930. Inspirado no fascismo europeu, o grupo defendia um governo autoritário, nacionalista e baseado em rígida disciplina política. Seus membros utilizavam uniformes, símbolos e rituais semelhantes aos movimentos fascistas da época.
Phillip1932 wikimedia commons
Em 1937, Vargas implantou o Estado Novo após aplicar um golpe que fechou o Congresso e cancelou partidos políticos. O Plano Cohen, documento usado para justificar o clima de ameaça comunista, havia sido elaborado pelo integralista Olímpio Mourão Filho. Apesar de terem apoiado Vargas inicialmente, os integralistas perderam espaço no novo regime.
Governo do Brasil Domínio Público
Com o decreto que extinguiu as organizações políticas, a Ação Integralista Brasileira foi fechada pelo governo. Revoltados, integrantes do movimento passaram a planejar uma reação armada contra Vargas. O objetivo principal era derrubar o presidente e retomar influência política no país.
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Na noite de 10 para 11 de maio de 1938, os rebeldes atacaram o Palácio Guanabara, residência oficial de Vargas no Rio de Janeiro. O grupo pretendia prender o presidente e contava com apoio de militares ligados ao movimento. A ação, porém, foi desorganizada e acabou fracassando rapidamente.
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Durante o confronto, Vargas e sua filha Alzira chegaram a trocar tiros com os invasores para defender o palácio. Após a derrota do levante, cerca de 1.500 integralistas foram presos e o líder Plínio Salgado (foto) acabou exilado em Portugal. O episódio marcou uma das tentativas mais conhecidas de golpe na história brasileira.
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