Opala, carro que foi um ícone no Brasil, entra no embate verbal entre Flávio Bolsonaro e Lula

Por Flipar

O projeto do Opala nasceu da combinação de duas referências internacionais da GM. A carroceria era baseada no alemão Opel Rekord, enquanto a mecânica e parte da concepção estrutural tinham inspiração no norte-americano Chevrolet Impala. Da fusão dos nomes Opel e Impala teria surgido, segundo uma das versões mais populares, o nome ?Opala?. Embora existam divergências históricas sobre a origem oficial da nomenclatura, essa explicação acabou sendo incorporada ao imaginário popular brasileiro.
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O lançamento oficial do Opala ocorreu em 19 de novembro de 1968, durante o Salão do Automóvel de São Paulo. O carro chamou atenção imediatamente pelo porte avantajado, pelas linhas elegantes e pela proposta sofisticada para os padrões brasileiros da época. Em um mercado ainda dominado por veículos compactos e utilitários simples, o Opala representava modernidade e luxo.
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O motor seis cilindros rapidamente se tornaria uma das marcas registradas do automóvel. Conhecido pela robustez, pelo ronco característico e pelo desempenho acima da média, o propulsor transformou o Opala em objeto de desejo entre motoristas apaixonados por potência. O carro passou a ser associado tanto ao conforto familiar quanto à esportividade, algo relativamente raro no Brasil daquele período.
- Reprodução do Facebook Mecânica Allen
A linha Opala passou por constantes atualizações estéticas e mecânicas ao longo dos anos. Em 1971, surgiu a versão esportiva SS, que se tornaria uma das mais cultuadas da história do modelo. Outro momento importante ocorreu em 1975, com o lançamento da Caravan, versão perua derivada do Opala. Em um país que ainda vivia sob o regime militar, o modelo também passou a carregar certa aura de poder e prestígio social. Não por acaso, era frequentemente utilizado por autoridades públicas e executivos.
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A presença do Opala na cultura popular brasileira também foi enorme. O carro apareceu em novelas, filmes, propagandas e músicas, frequentemente associado à elegância masculina, ao poder econômico e à velocidade. Durante décadas, possuir um Opala representava mais do que ter um automóvel: significava alcançar determinado status social.
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No fim dos anos 1980 e início dos anos 1990, porém, o projeto do Opala já mostrava sinais claros de envelhecimento. O mercado automobilístico mundial passava por profundas transformações tecnológicas, enquanto o carro mantinha uma estrutura concebida nos anos 1960. A abertura econômica brasileira e a chegada de novos modelos importados aceleraram a necessidade de renovação da linha da General Motors.
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