Pré-candidato à Presidência, Romeu Zema intensifica críticas ao STF e cita ‘frutas podres’

Por Flipar

Romeu Zema Neto nasceu em Araxá, no Triângulo Mineiro, no dia 28 de outubro de 1964. Ele cresceu em uma família ligada ao comércio. Ele foi presidente do Grupo Zema, fundado por seu bisavô, Domingos Zema, até 2016, e tem formação em Administração de Empresas pela Fundação Getulio Vargas (FGV), em São Paulo. Esse perfil empresarial acabaria se tornando peça central de sua futura identidade eleitoral.
Reprodução do Instagram @romeuzemaoficial
Ele construiu sua trajetória pública como um nome ligado ao empresariado, à defesa do liberalismo econômico e ao discurso de gestão técnica. A ascensão política ocorreu em meio ao desgaste dos partidos tradicionais e ao fortalecimento de candidaturas com perfil antipolítica nas eleições de 2018, quando surpreendeu ao conquistar o governo mineiro mesmo com baixa exposição nacional até então.
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A entrada oficial na política aconteceu em 2018, quando se filiou ao Partido Novo para disputar o governo de Minas Gerais. A campanha de Zema começou discretamente e enfrentava concorrentes tradicionais da política mineira, mas cresceu impulsionada pelo discurso de renovação, combate aos privilégios e redução do tamanho do Estado.
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Ao assumir o governo mineiro em janeiro de 2019, encontrou um cenário de grave crise fiscal. Nos primeiros anos de governo, adotou medidas de austeridade e buscou reforçar a narrativa de administração eficiente. Entre as ações frequentemente destacadas por aliados estavam a revisão de contratos, a tentativa de modernização administrativa e programas voltados à atração de investimentos privados.
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Nesse período, intensificou críticas ao governo federal comandado por Luiz Inácio Lula da Silva e ao Supremo Tribunal Federal (STF), aproximando-se de setores da direita que defendem reformas institucionais e maior limitação do poder da Corte.
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As declarações sobre ministros do STF, decisões monocráticas e possíveis mudanças no funcionamento do tribunal passaram a ocupar espaço frequente em seus discursos públicos. Zema também ampliou o diálogo com empresários, ruralistas e grupos ligados ao liberalismo econômico, buscando se apresentar como alternativa nacional para eleições futuras.
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Ao mesmo tempo, sua trajetória política também acumula críticas. Adversários apontam dificuldades em áreas sociais, questionam políticas salariais para servidores públicos e criticam falas consideradas polêmicas ou excessivamente ideológicas. Há ainda contestações sobre privatizações, relação com o funcionalismo e estratégias de comunicação adotadas durante crises.
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Romeu Zema é divorciado de Ivana Scarpellini, com quem foi casado por 14 anos. Ele é pai de dois filhos, Catharina e Domenico. Em março de 2026, o político renunciou ao cargo de governador de Minas Gerais mirando a candidatura à presidência da República. Assim, o posto foi assumido pelo seu vice, Matheus Simões (PSD).
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