Plantas capazes de matar atraem curiosos para ‘Jardim dos Venenos’ na Inglaterra

Por Flipar

O maior espanto dos visitantes, contudo, provém do fato de que muitas dessas variedades mortais crescem de forma silvestre e são comuns em quintais comuns, como a bela espirradeira, nativa do Mediterrâneo e popular na América Latina. Também chamada de loendro, louro-rosa, rosa-de-São-José e loureiro-romano, ela contém substâncias que afetam diretamente o coração e podem provocar arritmias fatais ? até a fumaça da madeira queimada da planta apresenta risco tóxico.
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Entre as espécies mais perigosas do local está a Ricinus communis, conhecida como mamona, considerada pelo Guinness Book a planta mais venenosa do mundo por produzir a ricina, toxina extremamente letal. Em contrapartida, suas sementes também dão origem ao óleo de rícino, utilizado há séculos em produtos medicinais, industriais e cosméticos.
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A cicuta, eternizada pela morte do filósofo Sócrates na Grécia Antiga, também ocupa espaço de destaque no Jardim dos Venenos. Sua aparência simples e semelhante à de ervas comestíveis torna a planta ainda mais perigosa. Rica em toxinas que atacam o sistema nervoso, ela pode provocar paralisia e morte em pouco tempo após a ingestão.
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Entre as espécies ligadas a mitos e histórias sombrias está o acônito, conhecido como "a planta dos assassinos", utilizado na Idade Média para envenenar flechas e armas. Já a beladona carrega séculos de associação com bruxaria, poções e alucinações. Durante o Renascimento, mulheres utilizavam extratos da planta para dilatar as pupilas e deixar o olhar mais atraente.
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