Tony Tornado celebra 96 anos de idade e conta segredo para longevidade

Por Flipar

Conheça mais, a seguir, sobre a trajetória de Antônio Viana Gomes, mais conhecido como Tony Tornado. Nascido no dia 26 de maio de 1930 em Presidente Prudente, interior de São Paulo, ele é um ator e cantor conhecido pela sua voz marcante e por ser pioneiro do soul e do funk no Brasil.
Divulgação/Prêmio da Música Brasileira
Filho de pai guianense e mãe brasileira, ele viveu com os pais até os 17 anos. Na juventude, ele sonhava em ser paraquedista, mas antes disso trabalhou como engraxate e chegou a vender amendoim para ajudar no sustento. Em 1948, Tony se mudou para o Rio de Janeiro.
Divulgação/Nelson di Rago/Globo
Depois ele se mudou para os Estados Unidos, onde teve uma vida difícil. Ele foi deportado em 1968 e, com isso, voltou ao Brasil. Foi quando adotou o nome artístico Tony Tornado e começou a ganhar reconhecimento nacional. Um dos momentos mais marcantes de sua carreira foi sua vitória no Festival Internacional da Canção de 1970 com a música ?BR-3?, ao lado do Trio Ternura.
Reprodução
Além de sua carreira musical, Tony Tornado se destacou como ator na televisão e no cinema. Seu primeiro papel foi como João Corisco, na novela "Jerônimo, o Herói do Sertão", exibida pela TV Tupi em 1972. Depois, participou, também, de diversas novelas da TV Globo e um dos seus primeiros e mais marcantes papéis foi como Rodésio na novela "Roque Santeiro" em 1985.
Reprodução/TV Globo
Outras novelas marcantes da carreira de Tony Tornado são "Sinhá Moça", "Agosto", "A Viagem", "Kubanacan", "Amor Perfeito", "Êta Mundo Melhor", entre outras. Tony também trabalhou ao lado dos "Trapalhões", fez parcerias com o humorista Chico Anysio e participou de outras produções da Globo como "Caça Talentos", "Sai de Baixo", "Sob Nova Direção" e "Zorra Total".
Reprodução Instagram
Aliás, na TV brasileira, foi um dos primeiros a usar o cabelo "black power", símbolo de orgulho e resistência negra. Inclusive, seu posicionamento contra o racismo fez ele ser perseguido na Ditadura. Tony Tornado foi preso nove vezes pelos agentes ao longo da Ditadura Militar.
Domínio público / Acervo Arquivo Nacional
Em 1971, por exemplo, durante um show de Elis Regina, Tony subiu no palco, abraçou a cantora e levantou o punho fechado, um gesto que simboliza resistência inspirado nos Panteras Negras, movimento que combatia o racismo nos Estados Unidos. Na mesma hora, foi retirado do local algemado.
Reprodução/Globo
Anos depois, ele relembrou: "Sempre achavam que eu agitava e eu não agitava. Até que um dia falaram: 'vamos mandar esse negão embora'. Aí, me botaram no avião e eu fui embora". Depois disso, Tony foi exilado e passou por vários países, como Uruguai, a extinta Tchecoslováquia, Coreia do Norte, Cuba e Rússia.
Reprodução/TV Globo

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