Especialistas avaliam cenários após Estados Unidos enquadrarem PCC e CV como ‘organizações terroristas’; veja

Por Flipar

Ainda assim, Trump já demonstrou em outras ocasiões uma interpretação mais ampla sobre o tema, especialmente após adotar postura semelhante contra cartéis mexicanos. Segundo analistas ouvidos pela BBC News Brasil, a classificação pode abrir espaço para instrumentos mais agressivos de pressão política, financeira e diplomática por parte dos Estados Unidos.
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Entre os mecanismos citados aparecem a lei RICO (Lei sobre Organizações Influenciadas por Atividades Criminosas e Corruptas), criada originalmente para enfrentar a máfia nos Estados Unidos, e a Kingpin (Lei de Designação de Chefes do Narcotráfico Estrangeiro), direcionada ao combate de organizações ligadas ao tráfico internacional de drogas.
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Na prática, isso amplia o alcance das autoridades dos Estados Unidos e pode gerar impactos indiretos sobre bancos, empresas e até cidadãos brasileiros que mantenham vínculos comerciais ou financeiros, mesmo que não tenham conhecimento direto de possíveis conexões com integrantes dessas organizações.
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Segundo o professor Carlos Gustavo Poggio, especialista em política externa norte-americana para a América Latina, é possível que o governo Trump utilize instrumentos semelhantes aos empregados em sanções internacionais recentes, como aconteceu com a Lei Magnitsky.
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Especialistas apontam que divergências na classificação das facções podem afetar a parceria entre Brasil e órgãos americanos como o FBI. Caso os Estados Unidos passem a tratar o tema como questão de terrorismo internacional, parte das ações poderia migrar para áreas de inteligência mais reservadas, ligadas à atuação da CIA.
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Ainda assim, na avaliação desses especialistas, é improvável que os Estados Unidos adotem medidas extremas contra o Brasil, devido à forte integração econômica entre os dois países. Analistas consultados pela BBC News Brasil afirmam que casos envolvendo México, Venezuela e Cuba mostram estratégias diferentes da política externa americana, muitas vezes influenciadas por interesses internos.
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