Muxarabi: recurso arquitetônico se destaca em mansão na Bahia de Cintia Dicker e Pedro Scooby

Por Flipar

A origem do muxarabi remonta à arquitetura árabe e islâmica, onde era amplamente utilizado em janelas e sacadas. O elemento chegou a diferentes regiões do mundo ao longo dos séculos e passou a integrar também construções em países influenciados pela cultura mourisca. No Brasil, sua utilização ganhou força principalmente em projetos que valorizam ventilação natural e conforto térmico.
IPHAN /Wikimédia Coomons
Uma das principais vantagens do muxarabi é sua capacidade de melhorar a circulação de ar dentro dos ambientes. Por ser vazado, ele favorece a ventilação cruzada, contribuindo para a redução do calor interno e diminuindo a necessidade de sistemas artificiais de climatização, especialmente em regiões de clima quente.
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Além do aspecto funcional, o recurso também é valorizado por seu apelo estético. Os desenhos geométricos criam efeitos de luz e sombra que transformam os espaços ao longo do dia, conferindo personalidade aos ambientes. Por isso, arquitetos costumam utilizá-lo tanto como divisória quanto como revestimento de fachadas, portas, janelas e áreas de transição.
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Outra característica importante é a versatilidade. Embora a madeira seja o material mais associado ao muxarabi, versões contemporâneas podem ser produzidas em alumínio, aço, MDF e outros materiais. Isso permite sua adaptação a estilos arquitetônicos variados, desde projetos rústicos até propostas minimalistas e modernas.
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Nos últimos anos, o muxarabi voltou a ganhar destaque em empreendimentos que priorizam soluções sustentáveis e integração com a natureza. Ao combinar ventilação, controle da luminosidade, privacidade e valor decorativo, o recurso tem se consolidado como uma alternativa elegante para quem busca unir funcionalidade e sofisticação em projetos arquitetônicos.
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