Centenário de Marilyn Monroe: relembre a carreira e a vida da lenda de Hollywood

Por Flipar

Entre os momentos mais emblemáticos de sua carreira está a cena do vestido branco esvoaçante sobre uma grade de ventilação em ?O Pecado Mora ao Lado?, do diretor Billy Wilder. A sequência se tornou uma das imagens mais reconhecíveis da história do cinema e consolidou sua condição de símbolo cultural global. Poucos artistas conseguiram produzir imagens tão duradouras no imaginário coletivo quanto Marilyn Monroe.
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Embora frequentemente retratada apenas como um símbolo de atração, Marilyn buscava reconhecimento como atriz dramática. Incomodada com os papéis repetitivos que recebia em Hollywood, ela fundou sua própria produtora em 1955, uma atitude ousada para uma mulher em uma indústria dominada por homens. Também estudou interpretação em Nova York com o renomado professor Lee Strasberg, ligado ao Actors Studio, buscando aprimorar suas habilidades e conquistar maior respeito artístico.
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Esse esforço resultou em atuações elogiadas em produções como o clássico ?Quanto Mais Quente Melhor?, de Billy Wilder. O filme, que Marilyn estrelou ao lado de Tony Curtis e Jack Lemmon, é frequentemente apontado como uma das maiores comédias da história do cinema. Pela atuação, ela recebeu o Globo de Ouro de Melhor Atriz em Filme Musical ou Comédia, um dos principais reconhecimentos de sua carreira.
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Sua vida pessoal despertava tanto interesse quanto seus filmes. O casamento com o astro do beisebol Joe DiMaggio, em 1954, transformou-se em um dos relacionamentos mais comentados do mundo, embora tenha durado menos de um ano. Posteriormente, Marilyn se casou com o dramaturgo Arthur Miller, autor de obras fundamentais do teatro americano. A união terminou em divórcio após quase cinco anos.
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Outro episódio que contribuiu para ampliar a aura de mistério em torno de Marilyn Monroe foi sua associação John F. Kennedy, então presidente dos Estados Unidos. Embora nunca tenha sido comprovado oficialmente um relacionamento entre os dois, rumores sobre um envolvimento amoroso ganharam força após a atriz cantar o célebre "Happy Birthday, Mr. President" durante uma homenagem a Kennedy no Madison Square Garden, em maio de 1962.
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Por trás da fama, entretanto, havia uma mulher que enfrentava desafios constantes. Marilyn conviveu com ansiedade, depressão, insônia e uma crescente dependência de medicamentos prescritos. A pressão da fama, a intensa exposição pública e as exigências da indústria cinematográfica agravaram suas dificuldades emocionais.
Reprodução do Instagram @marilynmonroe
Em 5 de agosto de 1962, Marilyn Monroe foi encontrada morta em sua residência, em Los Angeles, aos 36 anos. A causa oficial da morte foi registrada como provável suicídio por overdose de barbitúricos. Sua morte prematura gerou comoção mundial e deu origem a inúmeras especulações e teorias que persistem até hoje.
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O legado de Marilyn transcende o cinema. Ela influenciou gerações de atrizes, cantoras, modelos e celebridades. Sua imagem foi reinterpretada por artistas como Andy Warhol, tornando-se um dos símbolos mais reconhecidos da arte pop. Ao longo dos anos, sua história inspirou livros, documentários, séries e filmes que continuam tentando compreender a mulher por trás do mito.
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