Conheça o tamanquaré, lagarto amazônico que intriga cientistas com habilidade impressionante de locomoção

Por Flipar

Engenheiros utilizam os princípios observados no lagarto para desenvolver robôs e veículos anfíbios capazes de se deslocar em superfícies instáveis com maior eficiência energética. Dessa forma, uma adaptação aperfeiçoada ao longo de milhões de anos pela evolução passou a inspirar soluções tecnológicas modernas.
Flickr - Bernard DUPONT
Uma curiosidade é que o nome popular "tamanquaré" varia conforme a região amazônica. Fora do Brasil, as espécies do mesmo gênero (Basiliscus) são mundialmente conhecidas pelo apelido de "lagarto-Jesus", uma referência direta à capacidade de andar sobre a água. Existem diferentes espécies de basiliscos na América Central e do Sul, embora nem todas vivam na Amazônia.
Wikimedia Commons/Arthur T. LaBar
Além disso, o tamanquaré pode atingir cerca de 60 a 80 centímetros de comprimento, grande parte correspondente à cauda. Os machos costumam apresentar cristas na cabeça, no dorso e na cauda, características que lhes conferem uma aparência pré-histórica. Quando a corrida sobre a água não é suficiente, o animal pode mergulhar por até 30 minutos!
Flickr - Bernard DUPONT
Apesar de sua notável capacidade, o tamanquaré amazônico enfrenta ameaças relacionadas à degradação ambiental. O desmatamento das matas que margeiam rios, lagos e nascentes, a poluição dos rios e a introdução de espécies exóticas comprometem as condições necessárias para sua sobrevivência.
iNaturalist /Dieter Schulten
Como esse réptil depende diretamente da qualidade dos ambientes aquáticos e florestais, sua presença também funciona como um indicador da saúde dos ecossistemas amazônicos. Protegê-lo significa preservar não apenas um dos fenômenos mais fascinantes da natureza, mas também os delicados processos ecológicos que sustentam a biodiversidade da maior floresta tropical do planeta.
Wikimedia Commons/Alessandro Catenazzi

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