Novas espécies são descobertas nas profundezas do mar e chamam atenção por formatos curiosos
Por Flipar
Pesquisadores de diversas instituições utilizaram o navio R/V Falko do Schmidt Ocean Institute e robôs subaquáticos (ROVs) para gravar vídeos em alta resolução e coletar 2 mil espécimes de 14 grupos animais diferentes.
Reproduc?a?o/YouTube
Entre os organismos descobertos estão vermes escamosos iridescentes, estrelas-do-mar de várias famílias, crustáceos e corais negros.
Uma esponja carnívora, apelidada de ?bola da morte?, foi encontrada a 3.600 metros de profundidade. A nova esponja tem formato esférico e utiliza minúsculos ganchos para capturar presas, diferentemente das que se alimentam por filtração.
Também foram encontrados "vermes zumbis", que não têm boca nem intestino e vivem das gorduras dos ossos de grandes vertebrados.
- Jialing Cai/The Nippon Foundation-Nekton Ocean Census/Schmidt Ocean Institute
Segundo os cientistas do projeto, a descoberta de 30 espécies, com menos de 30% das amostras avaliadas, ressalta a imensa biodiversidade ainda não registrada no Oceano Antártico.
The Nippon Foundation-Nekton Ocean Census/Sergey Bogorodsky
Com mais de 800 novas espécies anunciadas desde abril de 2023, o projeto foi criado pela Nippon Foundation, maior fundação sem fins lucrativos do Japão, e o Nekton, um instituto de conservação e ciência marinha sediado no Reino Unido.
Divulgac?a?o/Ocean Census
O conhecimento humano sobre a vida nas profundezas oceânicas ainda é muito pequeno.Estimativas apontam que o oceano abriga cerca de 2,2 milhões de espécies, mas, conforme dados do censo, os cientistas descreveram até hoje apenas 240 mil delas.
Divulgac?a?o/Ocean Census
O novo projeto dá continuidade a iniciativas anteriores ? entre elas, o Censo da Vida Marinha, concluído em 2010, que apontou a possibilidade de seis mil novas espécies.
Divulgac?a?o/Ocean Census
Agora, a pesquisa conta com recursos tecnológicos mais avançados, como imagens subaquáticas em alta resolução, técnicas de aprendizado de máquina e análise de DNA presente na água do mar.
Divulgac?a?o/Ocean Census
Ferramentas como escaneamento a laser subaquático permitem observar organismos frágeis diretamente em seu ambiente, evitando a necessidade de removê-los da água.
ROV SuBastian/Schmidt Ocean Institute
Além de identificar novas espécies, o programa também pretende compreender como os ecossistemas marinhos estão reagindo às mudanças climáticas. Todos os dados obtidos são disponibilizados gratuitamente para a comunidade científica, autoridades e o público geral.