Homenagem a Cazuza reacende memória do músico morto há 35 anos

Por Flipar

Conheça mais sobre a trajetória de Agenor de Miranda Araújo Neto, o Cazuza. Nascido no dia 4 de abril de 1958, no Rio de Janeiro, ele foi um cantor, compositor e poeta conhecido por sucessos como "Exagerado", "O Tempo Não Para" e "Codinome Beija-Flor". Com voz intensa e letras profundas, passou pelo Barão Vermelho e depois seguiu carreira solo. Assim, marcou a década de 1980 e deixou um legado eterno na música brasileira.
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No final de 1979, foi para os Estados Unidos, onde fez um curso de fotografia na Universidade de Berkeley, em São Francisco. Em 1980, voltou ao Rio de Janeiro e ingressou no grupo teatral "Asdrúbal Trouxe o Trombone", no Circo Voador. Foi nesse grupo que o cantor Léo Jaime o notou e o apresentou a uma banda de rock de garagem que precisava de um vocalista: o Barão Vermelho.
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O primeiro álbum da banda, "Barão Vermelho" foi lançado em 1982. No ano seguinte, o grupo lançou "Barão Vermelho 2", que trouxe a música "Pro Dia Nascer Feliz". Foi com essa música, que em 1985, o Barão Vermelho fez uma apresentação histórica na primeira edição do Rock in Rio e Cazuza celebrou o fim da ditadura militar com ela.
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Ainda em 1985, Cazuza deixou o Barão Vermelho para ter mais liberdade de composição e expressão, e decidiu seguir carreira solo. Em novembro daquele ano, lançou seu primeiro álbum solo intitulado "Exagerado". A faixa-título, composta em parceria com Leoni, se tornou um dos maiores sucessos e marca registrada de sua carreira. O álbum também trouxe o hit "Codinome Beija-Flor".
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Em 1987, lançou "Só Se For a Dois", com canções mais românticas, que teve como destaque "O Nosso Amor A Gente Inventa". Em 1988, chegou "Ideologia", com sucessos como "Faz Parte do Meu Show" e "Brasil", que virou tema de novela na voz de Gal Costa.
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A turnê de "Ideologia", dirigida por Ney Matogrosso, virou programa especial da Globo e disco ao vivo. Lançado no início de 1989, "Cazuza ao Vivo ? O Tempo Não Para" chegou a 560 mil cópias vendidas e reuniu os maiores sucessos do artista, além de duas músicas novas: "Vida Louca Vida" e "O Tempo Não Para".
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Em 1989, Cazuza admitiu publicamente que era portador do vírus HIV, e lançou seu último disco em vida, "Burguesia", um álbum duplo gravado com o cantor já bastante debilitado, sentado em uma cadeira de rodas. Sua iniciativa de revelar ser uma pessoa com AIDS ajudou a mudar a percepção pública sobre a prevenção e o tratamento da doença no Brasil.
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Cazuza faleceu no dia 7 de julho de 1990, aos 32 anos. Após sua morte, sua mãe, Lucinha Araújo, fundou a Sociedade Viva Cazuza, uma ONG dedicada a apoiar crianças e adolescentes soropositivos. Em 2008, a revista Rolling Stone o incluiu na lista dos 100 Maiores Artistas da Música Brasileira, na 34ª posição. Sua trajetória também virou filme biográfico e série documental no Globoplay.
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