Como funciona o lenacapavir, nova aposta na prevenção do HIV

Por Flipar

O lenacapavir atua de forma inovadora, agindo diretamente sobre o capsídeo do vírus HIV-1, estrutura essencial para a reprodução viral. Ao se ligar à ?casca? do vírus, o medicamento desregula o processo de replicação, dificultando que o HIV se multiplique no organismo
NIH/Wikimedia Commons
Essa forma de ação é diferente da maioria dos antirretrovirais, que bloqueiam principalmente enzimas envolvidas na integração do DNA viral. Estudos apresentados à Anvisa indicam alta eficácia, com 100% de prevenção em mulheres cisgênero e desempenho robusto em comparação a PrEP oral.
Thomas Splettstoesser/ wikimedia commons
A PrEP oral diária está disponível no SUS desde 2018, mas a versão injetável promete maior comodidade e adesão por exigir menos aplicações. HIV-1 é o tipo predominante de vírus no mundo e no Brasil, com a variante alvo principal das estratégias de prevenção pública.
HIV-1 é o tipo predominante de vírus no mundo e no Brasil, com a variante alvo principal das estratégias de prevenção pública.
A aprovação pela Anvisa se limita à prevenção da infecção pelo HIV-1, não sendo aplicada à variante HIV-2. Mesmo com a licença sanitária concedida, a entrada no SUS ainda enfrenta etapas burocráticas e debate sobre custos.
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Nos Estados Unidos, o custo anual por pessoa usando essa profilaxia semestral pode ultrapassar US$ 28 mil, o que levanta questões de orçamento. Entre as vantagens do método estão a redução da necessidade de uso diário de medicamento e melhor logística de distribuição.
Wheeler Cowperthwaite - Flickr
Especialistas destacam que a aplicação semestral pode ser especialmente útil em áreas com baixa cobertura de atenção primária à saúde. O lenacapavir está disponível em versões oral e injetável, com a formulação subcutânea indicada para manutenção prolongada da PrEP.
imagem gerada por i.a

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