China promove curso de ‘educação amorosa’ para tentar frear queda populacional

Por Flipar

Após décadas liderando o ranking populacional mundial, a China foi ultrapassada pela Índia em 2023, tornando-se o segundo país mais populoso do planeta. A mudança foi confirmada por estimativas da ONU e reflete a combinação entre a queda da natalidade chinesa e o crescimento contínuo da população indiana
Reprodução do Flickr Nomadic Samuel
Por outro lado, o número de óbitos voltou a superar com folga o de nascimentos. Em 2025, a China registrou cerca de 11,31 milhões de mortes, acima dos 10,93 milhões contabilizados em 2024.
- Reprodução do Flickr Nomadic Samuel
As raízes dessa tendência de queda populacional estão, em parte, na antiga política do filho único, em vigor de 1979 a 2015. Somam-se a isso a rápida urbanização, o alto custo de criar filhos nas grandes cidades, a insegurança econômica e o adiamento do casamento e da maternidade, fatores que continuam reduzindo a natalidade no país.
Reprodução do Flickr Nomadic Samuel
Em resposta, o governo chinês adotou uma série de iniciativas para estimular os nascimentos. Entre elas está o incentivo para que universidades ofereçam cursos de "educação amorosa", com o objetivo de promover uma visão mais positiva sobre casamento, relacionamentos, família e fertilidade entre os estudantes.
Reprodução do Flickr Kasey McMahon
Em julho de 2025, a China anunciou um programa nacional de incentivo à natalidade. A medida prevê o pagamento de 3.600 yuans por ano (cerca de US$ 530) para cada criança com menos de três anos de idade, com o objetivo de reduzir os custos da criação dos filhos e estimular o aumento dos nascimentos.
Reprodução do Flickr Rita Willaert
O envelhecimento populacional é uma preocupação crescente na China. Em 2025, as pessoas com 60 anos ou mais já representavam cerca de 23% da população. Projeções indicam que esse grupo deverá superar 400 milhões de pessoas até 2035, aumentando a pressão sobre o mercado de trabalho, a previdência e os serviços de saúde.
Reprodução do Flickr V.T. Polywoda
A redução da população em idade ativa, somada ao enfraquecimento da base de consumo, cria riscos para o crescimento econômico. Ao mesmo tempo, governos locais, já pressionados por dívidas, enfrentam demanda crescente por serviços sociais, saúde e previdência.
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