Desconhecida da maioria das pessoas, colina é nutriente vital para o bom desenvolvimento do cérebro

Por Flipar

Embora seja confundida com uma vitamina, a colina é um nutriente orgânico que o corpo produz naturalmente, mas que também pode ser obtido através da alimentação.
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Recentemente, novas evidências demonstraram que o aumento do consumo de colina pode prevenir distúrbios como TDAH e dislexia.
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Segundo especialistas, todas as células do corpo contêm colina. Mas o corpo não consegue produzi-la em quantidades suficientes para atender às necessidades diárias, sendo preciso obtê-la através da dieta.
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A colina pode ser encontrada principalmente em alimentos de origem animal, como carne, ovos, peixe, frango e leite. Ela também está presente em amendoins, feijão-vermelho, cogumelos e crucíferas, como brócolis.
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Os alimentos de origem animal costumam conter mais colina do que as fontes de origem vegetal. Mesmo assim, ela pode ser encontrada em plantas, como nozes, sementes, feijões e vegetais crucíferos.
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Uma das funções da colina é no fígado. A falta deste nutriente pode causar doença hepática gordurosa não alcoólica. A colina também ajuda o corpo a sintetizar fosfolipídios, que são o principal componente das membranas celulares do nosso corpo.
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A colina é importante para que o corpo produza acetilcolina (necessária para o desenvolvimento de memória, pensamento e aprendizado), um neurotransmissor que emite as mensagens do cérebro para o corpo através das células nervosas.
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Um estudo envolveu cerca de 1,4 mil participantes, com 36 a 83 anos de idade. E pesquisadores concluíram que indivíduos com maior ingestão de colina apresentaram tendência a demonstrar melhor capacidade de memória.
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A deficiência de colina foi associada a doenças neurodegenerativas, como o mal de Parkinson e Alzheimer. Ela é ingrediente presente em suplementos conhecidos como "nootrópicos"
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Outro ponto importante é que a colina está ligada à saúde mental. Um estudo concluiu que o aumento do consumo está associado a menores níveis de ansiedade e à redução do risco de depressão.
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A Autoridade Europeia para a Segurança dos Alimentos (EFSA, na sigla em inglês) estabeleceu recomendações para a ingestão de colina: 400 mg para adultos e 480 mg e 520 mg para mulheres grávidas e lactantes.
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Um ovo contém cerca de 150 mg de colina, enquanto um peito de frango têm cerca de 72 mg e um punhado de amendoins contém cerca de 24 mg.
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A colina foi descoberta por Andreas Strecker em 1864 e sintetizada quimicamente em 1866. Em 1998 a colina foi classificada como em nutriente essencial pelo Food and Nutrition Board of the Institute of Medicine, nos EUA.
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