Saiba quem foi Hatshepsut, uma das poucas mulheres a governar o Egito Antigo
Por Flipar
Filha do faraó Tutmés I, ela é lembrada como uma das poucas mulheres que governaram como faraó em uma sociedade predominantemente masculina.
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Hatshepsut se casou com seu meio-irmão Tutemés, seguindo a tradição da realeza egípcia. Após a morte dele, o herdeiro legítimo ainda era muito jovem, e Hatshepsut passou a atuar como regente.
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No entanto, em um movimento político e religioso inédito, Hatshepsut rompeu com a tradição e declarou-se faraó, adotando todos os títulos e símbolos associados ao cargo.
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Seu reinado, que durou cerca de duas décadas, entre 1479 e 1458 a.C., foi marcado por uma era de prosperidade econômica e estabilidade política.
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Ela se apresentava como escolhida pelos deuses, especialmente pelo deus Amon. Esse simbolismo ajudou a consolidar sua autoridade perante a elite e o povo.
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Em vez de focar em campanhas militares expansivas, Hatshepsut investiu em comércio e obras monumentais. Um dos maiores exemplos é seu templo mortuário em Deir el-Bahari.
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Durante séculos, Hatshepsut permaneceu relativamente esquecida, até que escavações arqueológicas modernas ajudaram a reconstruir sua história.
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Em 2007, sua múmia foi identificada positivamente através de análises de DNA e registros odontológicos, permitindo que a ciência finalmente desse um rosto à governante. Na World História Encyclopedia, há uma reconstrução facial dela (foto)
Hoje, ela é reconhecida como uma das governantes mais bem-sucedidas do Egito Antigo, destacando-se por sua habilidade política, visão administrativa e capacidade de romper barreiras de gênero em uma das civilizações mais antigas da humanidade.