Fruta exótica e pouco conhecida, langsat tem polpa translúcida e suculenta
Por Flipar
Este fruto (Lansium domesticum) foi introduzido em outras áreas tropicais, incluindo Havaí, Suriname e Costa Rica. Uma lenda popular na Indonésia conta que ele surgiu como um remédio para uma praga que atacava as plantações de arroz.
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O langsat apresenta duas variedades: Duku e Longkong. O primeiro é mais doce e arredondado, com casca mais grossa e sem látex. O segundo, por sua vez, tem origem na Tailândia, de redondo a oblongos, e possui menos sementes.
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Esse fruto cresce em árvores de pequeno porte, que raramente ultrapassam os 10 metros de altura. Ele se apresenta em forma de cachos e pertence à família das Meliaceae, a mesma do mogno.
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Contudo, este fruto é sensível e possui baixo tempo de conservação. Por isso, raramente é exportado para longas distâncias, o que limita ainda mais seu acesso em muitos países.
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O langsat se assemelha a uma pequena batata, com uma casca fina que varia do amarelo pálido ao bege.
A saborosa polpa é dividida em cinco ou seis segmentos, sendo translúcida e suculenta, semelhante à da lichia ou do mangostão.
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O langsat é cultivado principalmente na Malásia, Indonésia, Tailândia, Filipinas e em algumas regiões do sul da China. Entretanto, nas últimas décadas, tem aparecido com mais frequência em algumas plantações no Brasil, especialmente na região Norte.
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Ele tende a prosperar com alta umidade e pouca seca e pode ser encontrado em pomares. Tem preferência por climas tropicais úmidos, solos ricos e bem drenados. Assim, cresce geralmente na sombra parcial de árvores maiores em seu habitat natural.
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A árvore leva cerca de sete a oito anos para começar a produzir frutos, o que limita sua produção. Ela, então, precisa de uma quantidade significativa de água e uma temperatura estável ao longo do ano.
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A forma mais comum de cultivar esse fruto é por meio de estaquia ou enxertia, técnicas que permitem obter novas plantas com as mesmas características da planta original. Além disso, pesquisadores estudam maneiras de adaptá-lo ao cultivo em estufas e vasos, o que pode facilitar sua produção e ampliar seu cultivo no futuro.
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Nas artes, o artista filipino Félix Resurrección Hidalgo criou uma bonita pintura, que reproduzia uma vendedora de Langsats.
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Para consumir o langsat, basta pressionar levemente o fruto para romper a casca fina e revelar os segmentos translúcidos. Em seguida, remover cuidadosamente as sementes amargas para desfrutar de seu sabor único.
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Além disso, este fruto é usado na medicina tradicional do Sudeste Asiático por suas supostas propriedades terapêuticas. A casca da árvore é usada contra a malária e a disenteria, enquanto as sementes trituradas são empregadas no tratamento da febre.
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Quando a casca do fruto é seca e queimada, serve como repelente de mosquitos, enquanto o suco é utilizado para aliviar diarreias e inflamações intestinais.
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Entre as receitas tradicionais na Ásia, destacam-se o xarope de langsat, a geleia e o fruto seco, que concentra seus sabores. Ele também pode ser ingrediente popular em saladas de frutas tropicais, onde sua acidez se destaca.
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Em algumas regiões da Ásia, o langsat pode ser fermentado para produzir uma bebida levemente alcoólica, semelhante ao sidra. Afinal, ele tem um sabor característico que permite a combinação com outros ingredientes como capim-limão, gengibre e coco.
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Cozinheiros podem incorporar o langsat em criações culinárias contemporâneas. Ele pode estar presente em sorvetes, molhos agridoce para frutos do mar, marinadas para carnes brancas e coquetéis exóticos.
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O langsat é rico em nutrientes, incluindo vitamina C, fibras e antioxidantes, tornando-se uma opção saudável para quem busca uma alimentação equilibrada.
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Ajuda a fortalecer o sistema imunológico, enquanto as fibras presentes na fruta promovem a saúde digestiva. Os antioxidantes encontrados nesta fruta também desempenham um papel importante na proteção das células.
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É importante ressaltar que muitas das propriedades medicinais do langsat ainda estão sendo estudadas e confirmadas cientificamente. Uma delas é a presença de tetranortriterpenoides, que apresentam propriedades antimaláricas e antitumorais.