Monarquia mais antiga do mundo: Japão aprova reforma da família imperial, mas mantém veto a mulheres no trono

Por Flipar

No entanto, os filhos dessas uniões continuam excluídos da linha sucessória. A reforma busca ampliar o número de integrantes disponíveis para representar a monarquia em cerimônias, eventos oficiais e compromissos públicos, já que a família imperial reúne atualmente apenas 16 membros, dos quais somente cinco são homens.
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A medida representa a mudança mais significativa nas regras da monarquia desde o período pós-Guerra, mas preserva um dos pontos mais debatidos do sistema sucessório. Apesar das alterações, mulheres continuam impedidas de herdar o chamado Trono do Crisântemo, o que mantém a princesa Aiko, única filha do imperador Naruhito, fora da linha de sucessão.
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Caso Hisahito não tenha um filho homem, a sucessão ficará sem novos herdeiros elegíveis segundo a legislação vigente. Embora o Japão tenha sido governado por oito imperatrizes ao longo de sua história, as leis modernas restringem o trono exclusivamente aos descendentes masculinos pela linhagem paterna.
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A decisão contrasta com a opinião da maior parte da população japonesa, já que pesquisas recentes apontam amplo apoio à possibilidade de uma mulher assumir o trono. Mesmo assim, setores conservadores defendem a manutenção da tradição, sob o argumento de preservar a continuidade histórica da monarquia hereditária mais antiga do mundo, cuja origem remonta a mais de 2.600 anos.
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