De ‘capital dos assassinatos’ à referência global: conheça o plano que fez da Escócia um exemplo de país seguro

Por Flipar

De acordo com uma reportagem da BBC, em vez de tratar a violência apenas como um problema de segurança pública, o governo escocês passou a enxergá-la também como uma questão de saúde pública. Essa nova estratégia deu origem, em 2005, à Unidade Escocesa de Redução da Violência (SVRU, na sigla em inglês).
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A entidade reuniu policiais, médicos, professores, assistentes sociais e organizações comunitárias em um esforço conjunto para prevenir crimes antes que eles acontecessem. A equipe analisou dados para identificar os grupos mais vulneráveis e criou programas voltados à educação, ao fortalecimento dos vínculos familiares e ao apoio de jovens expostos à criminalidade.
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Uma das iniciativas mais marcantes reuniu integrantes de gangues rivais em sessões diante de um juiz nas quais vítimas, familiares e profissionais de saúde relataram as consequências da violência. Ao fim dos encontros, os participantes receberam apoio para abandonar o crime e reconstruir suas vidas.
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A estratégia adaptou experiências internacionais à realidade escocesa e apostou em intervenções baseadas em evidências, sempre ajustadas às necessidades locais. Os resultados apareceram ao longo da década seguinte: Glasgow reduziu sua taxa de homicídios em mais da metade, os crimes violentos diminuíram em todo o país e os assassinatos atingiram o menor nível em mais de 20 anos.
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Atualmente, a Escócia apresenta índices de homicídio inferiores aos registrados em países como Suécia, França e também em Inglaterra e País de Gales. Apesar de existirem novos desafios, a Escócia se tornou referência internacional ao demonstrar que prevenção, cooperação entre setores e políticas baseadas em dados podem transformar regiões violentas em lugares mais seguros.
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