Lentes de contato: origem, indicações de uso e cuidados essenciais

Por Flipar

No início do século XIX, o cientista Thomas Young realizou um experimento usando um pequeno tubo preenchido com água adaptado ao olho para estudar a visão. Embora não fosse uma lente de contato funcional, seu trabalho ajudou a impulsionar pesquisas na área da óptica.
Reprodução do quadro de Michael Nicholson
Em 1827, Sir John Herschel sugeriu moldar lentes de acordo com a superfície do olho, ideia que influenciou avanços futuros. Em 1887, F. E. Müller produziu uma lente escleral de vidro, e, no ano seguinte, Adolf Eugen Fick e Edouard Kalt passaram a utilizá-la para corrigir problemas de visão e tratar doenças da córnea.
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As primeiras lentes eram feitas de vidro e cobriam toda a esclera, a parte branca do olho, o que as tornava pesadas e desconfortáveis. Um grande avanço ocorreu em 1936, com a introdução do plástico rígido (PMMA), que tornou as lentes mais leves e resistentes.
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No fim da década de 1930, William Feinbloom combinou vidro e plástico para criar lentes mais leves e confortáveis. Em 1948, Kevin Tuohy desenvolveu a primeira lente corneana, menor que as anteriores, aumentando significativamente o conforto dos usuários.
Pennsylvania College of Optometry
No início da década de 1960, surgiram as lentes gelatinosas de hidrogel, mais flexíveis e confortáveis. Desenvolvidas a partir das pesquisas de Otto Wichterle e Drahoslav Lim, elas revolucionaram o setor. Nos anos 1970, passaram a ser produzidas em larga escala para corrigir miopia, hipermetropia e astigmatismo.
Reprodução do livro Uma História Ilustrada da Miséria Eslava
Nas décadas de 1980 e 1990, o surgimento das lentes descartáveis e multifocais ampliou o conforto e a praticidade dos usuários. Esses avanços consolidaram as lentes de contato como uma alternativa segura e eficaz aos óculos para milhões de pessoas.
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Atualmente, as lentes de contato são fabricadas com materiais avançados, como silicone-hidrogel, que permitem maior oxigenação da córnea e melhor adaptação aos usuários. Elas são indicadas para corrigir miopia, hipermetropia, astigmatismo e presbiopia, entre outras necessidades visuais.
Domínio Público/Wikimédia Commons
Além de corrigirem problemas de visão, as lentes de contato também podem ter finalidades estéticas e terapêuticas. Entre seus benefícios estão o amplo campo de visão, a praticidade para esportes e o fato de não alterarem a aparência do rosto.
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As lentes de contato oferecem praticidade e estão disponíveis em diferentes modalidades de uso, adaptando-se às necessidades de cada pessoa. Porém, exigem cuidados rigorosos de higiene para evitar infecções e garantir a saúde dos olhos.
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Antes de manusear as lentes, lave e seque bem as mãos com uma toalha que não solte fiapos. Para a limpeza e o armazenamento, utilize apenas solução multipropósito. O soro fisiológico não desinfeta nem conserva as lentes adequadamente.
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Higienize o estojo das lentes apenas com solução multipropósito, deixe-o secar com a tampa aberta e substitua-o regularmente. Nunca use água da torneira, saliva ou soluções caseiras, pois podem causar infecções oculares. Utilize sempre a solução recomendada pelo oftalmologista ou fabricante.
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Seguir as orientações de higiene, respeitar o tempo de uso das lentes e fazer acompanhamento com o oftalmologista são cuidados essenciais para garantir conforto, segurança e a saúde dos olhos.
Imagem de Ben Kerckx por Pixabay

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