Estudo revela que o chiado das jiboias pode funcionar como uma assinatura sonora

Por Flipar

A pesquisa, intitulada Unveiling the acoustic repertoire of true boas: hisses resemble white noise and indicate individual identity, foi publicada na revista científica Behaviour. O estudo analisou oito gravações de seis jiboias mantidas em instituições do Rio de Janeiro, Ceará, Pernambuco e Distrito Federal para investigar as características acústicas dos chiados.
Tod Baker wikimedia commons
Os pesquisadores acreditam que o chiado seja uma estratégia defensiva para intimidar possíveis predadores, como aves e mamíferos. O estudo mostrou que, diante de uma ameaça, as jiboias emitem de quatro a 12 chiados por minuto, e que cada indivíduo apresenta características acústicas próprias
Imagem de Denis Doukhan por Pixabay
As jiboias são encontradas com relativa frequência em áreas próximas a florestas e até em zonas urbanas vizinhas a unidades de conservação. Em julho de 2024, por exemplo, uma jiboia de cerca de dois metros foi resgatada em uma fazenda no bairro Barão de Guandu, em Tinguá (RJ), após ser encontrada perto de um lago artificial. O animal foi devolvido à Reserva Biológica do Tinguá.
Divulgação Prefeitura de Nova Iguaçu
A jiboia é uma serpente nativa das Américas, com ocorrência do sul do México até a América do Sul, incluindo grande parte do território brasileiro. Adaptável a diferentes ambientes, vive em florestas, cerrados, áreas alagadas e até regiões próximas a centros urbanos.
Imagem de Silvia por Pixabay
Diferentemente do que muitos pensam, as jiboias não são venenosas. Elas capturam as presas por constrição, envolvendo o corpo e comprimindo-as até imobilizá-las. O tamanho varia conforme a espécie, a idade, o sexo e a região onde vivem, podendo atingir vários metros de comprimento.
Divulgação / Zoológico de Salvador @zoosalvador
As jiboias são ovovivíparas, ou seja, os filhotes se desenvolvem dentro do corpo da mãe e nascem totalmente formados, sem passar pela fase de ovos no ambiente. Dependendo da espécie e do porte da fêmea, uma única ninhada pode reunir dezenas de filhotes.
Tiago Falótico/Wikimedia Commons

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