Atravessou fronteiras: após virar símbolo da lealdade no Japão, Hachiko ganha estátua em novo parque de Lima, no Peru

Por Flipar

O cachorro acompanhava o tutor até a estação de Shibuya pela manhã e retornava ao local no fim do dia para recebê-lo. Em maio de 1925, porém, Ueno morreu aos 53 anos após sofrer uma hemorragia cerebral enquanto estava trabalhando. Hachiko tinha convivido com o professor por pouco mais de um ano, mas não abandonou o hábito de voltar à estação.
Domínio Público
Por quase uma década, o animal permaneceu no mesmo local à espera de um tutor que nunca mais apareceria. A história ganhou projeção nacional em 1932, após uma reportagem publicada pelo jornal Tokyo Asahi Shimbun. A partir daí, moradores começaram a cuidar do cachorro, enquanto pessoas de várias regiões viajavam para conhecê-lo.
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Em 1934, Hachiko recebeu uma estátua de bronze diante da estação, onde havia criado sua rotina de espera. A primeira escultura foi derretida durante a Segunda Guerra Mundial, mas outra ocupou o mesmo lugar em 1948. O monumento permanece até hoje como um dos símbolos mais conhecidos de Tóquio.
Flickr - Dick Thomas Johnson
Hachiko morreu em 8 de março de 1935 e recebeu uma despedida que reuniu autoridades, religiosos e admiradores. Até hoje, uma cerimônia anual, na mesma data de sua morte, recorda sua história em Shibuya. E o legado do cachorro foi longe.
Shibuya Folk and Literary Shirane Memorial Museum/Domínio Público
Livros, documentários e produções cinematográficas também ajudaram a espalhar sua fama, entre elas o filme ?Sempre ao Seu Lado?, de 2009, com Richard Gere. Agora, a homenagem no Peru amplia ainda mais o alcance de uma história que se tornou sinônimo de fidelidade.
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