Moradores de Vlkolínec, na Eslováquia, pedem fim do título de Patrimônio Mundial da Unesco

Por Flipar

Anton Sabucha, o morador mais antigo do vilarejo, resumiu o pedido em depoimento ao jornal eslovaco "Denník N": "Façam com que nos removam da Unesco, viveríamos melhor. Devido a regulamentos rígidos, não podemos criar animais e cultivar plantações como fazíamos antes."
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O local recebe cerca de 100 mil visitantes por ano, número considerado elevado para uma comunidade pequena e majoritariamente residencial. Segundo o jornal britânico "Mirror", apenas quatro famílias permanecem morando de forma permanente no local, totalizando menos de 20 moradores.
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Placas com os dizeres "propriedade privada" e "proibido fotografar" espalham-se pela rua principal do vilarejo. Moradores relatam que visitantes seguem cruzando jardins particulares e fotografando pelas janelas das casas.
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Entretanto, nem todos os habitantes apoiam a retirada do selo. Segundo o conselho regional de turismo Visit Liptov, a maioria dos moradores apoia a permanência de Vlkolínec na lista da Unesco, e o município mantém um plano de gestão válido até 2031. A saída de um site da lista é rara, mas não inédita: cidades como Liverpool e Dresden perderam o título em episódios anteriores.
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Vlkolínec fica no centro da Eslováquia, nas montanhas do maciço de Ve?ká Fatra, e integra administrativamente o município de Ružomberok. Embora o povoado tenha raízes no século 10, seus primeiros registros escritos datam do fim do século 14. O local tem 45 construções em madeira com fundações de pedra.
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A Unesco descreve o local como um assentamento remarcavelmente intacto, considerado o grupo mais completo dessas construções tradicionais na região. O título representa reconhecimento internacional de valor histórico e cultural, com acesso a mecanismos de proteção e financiamento para preservação.
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A própria organização já reconheceu parte do problema em documentos sobre o estado de conservação do local. A organização afirma que a propriedade é vulnerável aos impactos do turismo, o que interfere na vida cotidiana dos moradores, e que o caráter do povoado tem sido afetado pelo aumento de moradores temporários que adquirem imóveis para uso recreativo.
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