Pedra de Roseta: a descoberta que revelou os segredos do Egito Antigo

Por Flipar

A Pedra de Roseta é considerada um dos achados mais importantes da arqueologia e dos estudos sobre línguas antigas. Isso porque suas inscrições foram fundamentais para decifrar os hieróglifos egípcios, cujo significado havia se perdido ao longo dos séculos.
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O fragmento de granodiorito foi fundamental para que estudiosos conseguissem decifrar os antigos hieróglifos egípcios. O conhecimento desse sistema de escrita havia se perdido durante muitos séculos após o fim do Egito Antigo.
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A Pedra de Roseta foi encontrada durante obras no Forte Julien, perto da cidade de Roseta, atualmente chamada Rashid, no delta do Rio Nilo. O local fica a cerca de 55 quilômetros a nordeste de Alexandria.
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O oficial e engenheiro militar francês Pierre-François Bouchard é associado à descoberta da Pedra de Roseta. Ele percebeu a importância das inscrições gravadas na peça e comunicou o achado aos seus superiores.
Reprodução do Instagram @rivadaviadrummond
A Pedra de Roseta é uma laje de granodiorito, rocha semelhante ao granito. Com cerca de 112 cm de altura, 76 cm de largura e 28 cm de espessura, a peça pesa aproximadamente 760 kg.
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O que torna a Pedra de Roseta extraordinária é a presença do mesmo decreto em três sistemas de escrita: hieróglifos, demótico e grego antigo. Na época, o Egito era governado pela dinastia ptolomaica, de origem greco-macedônica.
Reprodução do Instagram @rivadaviadrummond
O texto gravado na Pedra de Roseta é um decreto de 196 a.C., promulgado por sacerdotes reunidos em Mênfis. Ele exalta o faraó Ptolomeu V, registra benefícios concedidos aos templos e estabelece honras religiosas ao monarca.
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Após a derrota das tropas francesas no Egito, a Pedra de Roseta passou para o controle britânico em 1801, pelos termos da Capitulação de Alexandria. Levada para a Inglaterra em 1802, foi entregue ao Museu Britânico, em Londres, onde permanece até hoje.
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Mais de dois séculos depois de ter sido levada para a Inglaterra, a permanência da Pedra de Roseta no Museu Britânico ainda provoca controvérsia. Ao longo dos anos, autoridades e arqueólogos egípcios têm defendido a devolução da peça ao Egito.
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Dois estudiosos tiveram papel decisivo: o inglês Thomas Young identificou valores fonéticos em alguns hieróglifos. Já o francês Jean-François Champollion avançou na compreensão do sistema e, em 1822, apresentou os princípios que permitiram decifrar a escrita hieroglífica.
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Champollion demonstrou que os hieróglifos não eram apenas símbolos figurativos, como muitos estudiosos acreditavam. A escrita egípcia combinava sinais fonéticos, que representavam sons, com outros que indicavam palavras, ideias ou ajudavam a determinar seu significado.
Reprodução de Musée Champollion - les Écri
A decifração dos hieróglifos abriu caminho para a leitura de inúmeros textos e inscrições do Egito Antigo, revelando aspectos de sua história, religião e sociedade. A Pedra de Roseta tornou-se, assim, símbolo de uma ?chave? capaz de desvendar grandes mistérios.
Reprodução de vídeo EURONEWS
Hoje, ?Pedra de Roseta? também é usada como metáfora para uma chave capaz de tornar compreensível algo antes indecifrável. A decifração dos hieróglifos impulsionou a egiptologia moderna e transformou profundamente o conhecimento sobre o Egito Antigo.
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