Aplicativos já são principal trabalho para 1,8 milhão de brasileiros, aponta IBGE

Por Flipar

O levantamento considera profissionais que utilizam plataformas digitais de serviços em sua única ou principal ocupação. Por isso, ficam fora desse primeiro recorte aqueles que recorrem aos aplicativos apenas para fazer um bico ou complementar a renda. Os números fazem parte da terceira edição da pesquisa ?Trabalho por meio de plataformas digitais?. O estudo é realizado pelo IBGE em convênio com a Unicamp e o Ministério Público do Trabalho. A pesquisa integra a Pnad Contínua.
Licia Rubinstein
A participação dos chamados trabalhadores ?plataformizados? entre os ocupados do setor privado também aumentou. Em 2022, eles representavam 1,5% desse grupo, percentual que passou para 1,9% em 2024. Em 2025, a proporção chegou a 2%, considerando um universo de 89,6 milhões de pessoas ocupadas. Quando entram na conta também os trabalhadores que utilizam plataformas em uma segunda atividade, o total chega a 1,96 milhão. A maior parte, porém, depende dos aplicativos como ocupação principal.
Pexels / Adrienne
Os aplicativos de transporte particular de passageiros continuam reunindo a maior quantidade de trabalhadores. Em 2025, eram 1,036 milhão de pessoas nessa atividade, incluindo taxistas e motoristas que trabalham por plataformas como Uber e 99. Em 2022, o número era de 752 mil profissionais. O crescimento, portanto, foi de 37,8% em três anos. A categoria permanece à frente dos demais segmentos investigados pelo levantamento do IBGE.
Divulgação/Senado
O setor de entregas apresentou, por sua vez, a maior aceleração no último ano da série. Entre 2022 e 2024, o número de trabalhadores que utilizavam aplicativos para entregar alimentos ou produtos passou de 237 mil para 274 mil. Já entre 2024 e 2025, o contingente saltou para 325 mil pessoas. O aumento em apenas um ano foi de 18,61%. A expansão foi superior à registrada nos dois anos anteriores da pesquisa.
Fernando Frazão/Agência Brasil
?No Brasil, ainda há um forte predomínio daqueles voltados às atividades de transporte particular de passageiros e de entrega. A utilização de aplicativos voltados para a prestação de outros serviços gerais ou serviços profissionais permanece menos usual?, afirmou o IBGE em nota técnica.
Licia Rubinstein / Agência IBGE Notícias

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