Amazônia abriga mais de 2,7 mil espécies de peixes, segundo estudo

Por Flipar

Segundo o levantamento, essa diversidade exerce funções que vão muito além da presença dos peixes nos rios. Diferentes espécies participam diretamente da dinâmica dos ecossistemas amazônicos e ajudam a conectar ambientes aquáticos e terrestres. Tambaqui, pacu e matrinxã, por exemplo, aproveitam o período de cheia para entrar em áreas de floresta alagada em busca de frutos. Nesse processo, eles também contribuem para espalhar sementes por grandes distâncias.
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A movimentação dos peixes pelos rios também tem importância para a circulação de nutrientes e energia na região. Entre os casos destacados está o da dourada, que percorre mais de 11 mil quilômetros durante seu ciclo de vida. De acordo com o relatório, trata-se da mais longa migração exclusivamente em água doce já registrada. O exemplo reforça a necessidade de preservar a conexão entre os diferentes trechos dos rios para garantir a sobrevivência de diversas espécies.
Reprodução
A importância dos peixes também se estende diretamente à vida das populações que vivem às margens dos rios. Em algumas comunidades ribeirinhas remotas, o consumo de pescado ultrapassa 600 gramas por pessoa diariamente. Pelo menos 200 espécies são exploradas pela pesca comercial na região. Além disso, o comércio de peixes ornamentais movimenta dezenas de milhões de exemplares todos os anos e representa uma fonte de renda para milhares de famílias.
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O relatório chama atenção para o conjunto de pressões que ameaçam os ecossistemas de água doce da Amazônia. Entre os principais problemas estão as hidrelétricas, o desmatamento, a poluição, a pesca excessiva, as mudanças climáticas e o garimpo. A mineração não industrial de ouro aparece como um caso particularmente preocupante devido à contaminação por mercúrio.
Divulgação/Norte Energia

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