Jade: a pedra de muitas cores que virou joia, ferramenta e símbolo de poder.
Por Flipar
A palavra jade designa dois materiais distintos: a jadeíta e a nefrita. Embora tenham aparência semelhante, apresentam composição mineralógica diferente e só foram identificados separadamente no século XIX.
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A pedra pode exibir tonalidades brancas, amarelas, avermelhadas, lilases, acinzentadas e quase pretas. A jadeíta verde intensa e translúcida, conhecida como jade imperial, está entre as variedades mais valorizadas.
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A estrutura formada por pequenos cristais interligados torna o jade muito resistente a impactos e fraturas. Essa característica permitiu sua transformação em lâminas e ferramentas antes de ele ganhar destaque como material ornamental
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Na China, o jade é trabalhado desde o período Neolítico e foi associado à nobreza, à pureza e à imortalidade. Discos, pingentes e outros objetos também acompanhavam pessoas de alta posição em sepultamentos antigos.
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Povos olmecas, maias e outras civilizações mesoamericanas produziram máscaras, contas, pingentes e objetos rituais de jadeíta. Sua raridade e sua coloração contribuíram para que a pedra fosse relacionada ao poder e ao sagrado.
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Myanmar é uma das fontes mais conhecidas de jadeíta de alta qualidade. Já a nefrita é encontrada em países como China, Canadá, Rússia e Nova Zelândia, onde também possui grande significado para o povo maori.
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Serpentina, quartzo tingido, vidro e outros materiais podem ser vendidos como jade. Cor, textura e aparência não bastam para confirmar a autenticidade, especialmente quando a peça passou por tingimento ou outros tratamentos.
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O jade pode ser transformado em pulseiras, anéis, vasos, estatuetas e esculturas detalhadas. Cor, transparência, textura, tamanho, qualidade do trabalho e presença de tratamentos influenciam diretamente seu valor.