Mais altos que uma motosserra: aves brasileiras com cantos acima de 120 decibéis intrigam cientistas

Por Flipar

O resultado faz parte de uma pesquisa conduzida por cientistas da Universidade de Massachusetts Amherst, nos Estados Unidos, com participação do brasileiro João Menezes, aluno de pós-graduação da instituição. Publicado na revista científica Evolution, o trabalho analisou o canto de 123 espécies, observadas em áreas dos Estados Unidos e de diferentes partes do Brasil.
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Segundo os pesquisadores, o tamanho do corpo e a largura da abertura do bico estão entre os principais elementos associados à força das vocalizações. A seriema, por exemplo, era a maior ave da amostra, enquanto as arapongas possuem uma abertura bucal especialmente ampla em relação ao próprio tamanho.
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Apesar dessas associações, a pesquisa não encontrou uma explicação geral para a evolução de cantos tão potentes. Hipóteses relacionadas ao habitat, à capacidade de voo e ao sistema de acasalamento não receberam sustentação suficiente nos dados.
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Os pesquisadores ainda consideram possível que características específicas de cada espécie tenham papel decisivo. Outro desafio envolve descobrir por que aves consideradas pequenas conseguem atingir volumes semelhantes ou superiores aos de animais muito maiores.
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Agora, os cientistas querem descobrir quais mecanismos permitem que essas aves produzam e irradiem sons tão fortes e quais vantagens evolutivas esse desempenho oferece. Afinal, cantar alto pode facilitar a comunicação ou a disputa por parceiros, mas também pode aumentar a exposição a predadores.
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