Crustáceo de aparência alienígena que vive nas profundezas do oceano pode passar mais de cinco anos sem se alimentar

Por Flipar

Os pesquisadores também analisaram como a estrutura corporal dos isópodes e sua relação com microrganismos favorecem a adaptação ao fundo marinho. Os animais estudados pertencem ao gênero Bathynomus e apresentam corpo achatado, dividido em segmentos e protegido por uma carapaça resistente.
Reproduc?a?o/Journal of Natural History
Para compreender melhor suas adaptações, os cientistas examinaram duas espécies: a Bathynomus jamesi, encontrada a aproximadamente 900 metros de profundidade no Mar da China Meridional, e a Bathynomus doederleini, que vive a cerca de 300 metros no Mar da China Oriental.
Wikimedia Commons/Dr. Nguyen Thanh So
Uma das estratégias desses animais consiste em aproveitar ao máximo cada refeição. Na prática, os isópodes gigantes conseguem enfrentar longos períodos sem alimento graças ao estômago amplo e ao metabolismo lento, que reduz o consumo de energia.
Reprodução
Em um experimento, peixes-zebra que receberam o gene sobreviveram 37% mais tempo sem comida a 18 °C. Apesar dos resultados promissores, novas pesquisas ainda são necessárias para esclarecer como esse mecanismo contribui para a resistência dos isópodes gigantes à fome.
Flickr - Eric Kilby

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