O que as uvas e o vinho tinto têm de especial? Conheça o resveratrol e as curiosidades por trás da bebida

Por Flipar

As videiras podem aumentar a produção de resveratrol quando enfrentam situações de estresse, como ataques de fungos. A substância faz parte dos mecanismos naturais de defesa da planta e ajuda a explicar o interesse científico por seus efeitos biológicos.
Imagem gerada por i.a
Durante a produção do vinho tinto, o suco das uvas permanece em contato com as cascas durante a fermentação. Esse processo favorece a extração de compostos como o resveratrol. No vinho branco, esse contato costuma ser muito menor.
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O resveratrol ganhou notoriedade nas discussões sobre o chamado paradoxo francês, expressão associada à observação de taxas relativamente baixas de doenças cardíacas na França, apesar de uma alimentação tradicionalmente rica em gorduras saturadas. O consumo de vinho foi uma das hipóteses levantadas, mas essa relação nunca foi comprovada como causa.
Apesar de estar presente nas uvas tintas, o resveratrol não é responsável pela coloração vermelha do vinho. Essa característica se deve principalmente às antocianinas, pigmentos naturais presentes nas cascas das uvas. O resveratrol, por sua vez, não possui coloração intensa.
O envelhecimento do vinho não garante maior concentração de resveratrol, que varia conforme a uva, o cultivo e a produção. Embora estudos investiguem seus efeitos sobre o metabolismo e o envelhecimento celular, não há comprovação de ação rejuvenescedora em seres humanos.
Embora alguns compostos presentes no vinho apresentem propriedades antioxidantes, não há evidências suficientes para recomendar o consumo de bebidas alcoólicas como forma de proteger o coração. O álcool também está associado a riscos importantes para a saúde.
Uvas frescas, amendoim e algumas frutas vermelhas podem fornecer pequenas quantidades de resveratrol. Assim, não é necessário consumir vinho para ter contato com essa substância, que faz parte da composição natural de determinados alimentos.
O resveratrol apresenta atividades antioxidantes e outros efeitos biológicos em estudos experimentais. Porém, sua absorção e seu metabolismo no organismo dificultam a obtenção dos mesmos resultados observados em laboratório. Ainda faltam evidências clínicas robustas sobre seus benefícios à saúde.
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