Avanço do mexilhão-dourado surpreende cientistas, causa prejuízos ao setor elétrico e ameaça ecossistemas na Amazônia
Por Flipar
Os cientistas suspeitam que pequenas embarcações tenham contribuído para sua chegada a trechos distantes do São Francisco, mas essa hipótese ainda não foi comprovada. Além de prejudicar instalações humanas, o molusco pode alterar ecossistemas aquáticos e ameaçar espécies nativas.
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Como a erradicação completa é considerada improvável com as técnicas disponíveis, os pesquisadores defendem medidas preventivas, como a desinfecção de embarcações e equipamentos usados na pesca, além do controle sanitário de cargas de peixes utilizadas na piscicultura.
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Pertencentes à classe dos bivalves, grupo que também inclui ostras, vieiras e amêijoas, os mexilhões possuem uma concha formada por duas partes articuladas, que protegem seu corpo macio contra predadores e condições ambientais adversas.
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Sua alimentação ocorre por filtração: os mexilhões retiram da água partículas orgânicas, algas microscópicas e outros microrganismos. Essa característica contribui para a limpeza natural dos ambientes aquáticos, mas também pode favorecer o acúmulo de toxinas e contaminantes quando a água está poluída.