Times brasileiros  mantêm fama de grandes por glórias do passado

Palmeiras, Vasco e Botafogo, apesar da torcida e histórico de conquistas, enfrentam problemas dentro e fora do gramado

Por monica.lima

O Vasco fechou o primeiro turno da Série B fora da zona de classificação para a primeira divisãoAndré Mourão/Agência O Dia

O futebol popularizou a figura do “ex-jogador em atividade”. Trata-se daquele tipo que hoje joga mais em função da fama conquistada no passado do que pelo desempenho no presente. A expressão poderia ser adaptada para três grandes clubes do futebol brasileiro. Palmeiras, Botafogo e Vasco só podem ser chamados de grandes pelas suas imensas torcidas e por sua história repleta de glórias e conquistas. Porém, se o presente fosse utilizado como parâmetro de seu tamanho atual, poderiam ser considerados, no máximo, clubes médios, tal a profusão de problemas e percalços que enfrentam dentro e fora dos campos.

No sábado passado, o Vasco da Gama sofreu a maior e mais humilhante derrota de sua história em casa, aquele que um dia já foi considerado o “Caldeirão de São Januário”. O 5 x 0 para o Avaí de Santa Catarina é o ápice de uma eterna crise política e administrativa, com reflexos diretos nas finanças e na perfomance do time nos gramados. O Vasco fechou o primeiro turno da Série B fora da zona de classificação para a primeira divisão. Quem ameaça voltar para a segundona é o centenário Palmeiras. No momento, é o primeiro fora da zona da degola da Série A. Pode cair pela terceira vez em 12 anos, um tormento para um clube que um dia já foi chamado de a Academia. Há 19 anos sem conquistar título de grande expressão, o último foi o Brasileiro de 1995, o Botafogo luta contra uma das maiores crises financeiras de sua história. Sem receber há meses, seus jogadores sonham com propostas de outros times. Eis um trio que de grande hoje só tem o seu passado.

Um crime que pode custar bem caro

As ofensas racistas de parte da torcida do Grêmio para o goleiro Aranha, do Santos, na derrota por 2 x 0, na partida de ida da Copa do Brasil, podem custar mais caro do que a sumária eliminação do clube do torneio. O contrato do clube com a OAS Arenas, consórcio que construiu e administra seu estádio, prevê pesadas multas no caso de o clube perder mandos de jogo em função do mal comportamento de sua torcida.

Pequenos viram fetiche na Liga Retrô

É comum ver camisas antigas de times como América  e São Cristovão do Rio de Janeiro e Juventus de São Paulo desfilando em baladas nas noites paulista e carioca. Uniformes desses times menores e cultuados respondem por cerca de 8% do volume total de vendas da Liga Retrô, rede especializada em réplicas antigas de camisas. Além delas, os mantos do Bangu-1966, Remo-1960, ABC de Natal-1972 e América de Natal-1989 também fazem sucesso na LR.

Número da semana

R$ 33,54: Essa é o valor da relação receita dividida por torcedor do Atlético Paranaense, clube brasileiro que lidera o ranking nesse quesito no futebol brasileiro. Segundo a última pesquisa do jornal Lance, o clube paranaense possui 2,4 milhões de torcedores e teve um faturamento de R$ 80, 5 milhões no ano passado.

INVESTCRAQUE

Luciano Burti, ex-piloto de testes da Ferrari e comentarista de F-1

Poucos talvez se lembrem, mas Luciano Burti vestiu o lendário macacão vermelho da Ferrari. Na condição de piloto de testes, dividiu os boxes da equipe com o heptacampeão Michael Schumacher e com o amigo Rubens Barrichello. Porém, a maioria se lembra dele mesmo como comentarista de F-1 na Globo, ao lado de Reginaldo Leme e Galvão Bueno. Piloto de Stock-Car, Burti tem 50% do patrimônio investido em sua nova empresa de treinamento para motoristas de caminhão e os outros 50% em CDB e fundos multimercado.

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