Meditação ajuda pessoas a lidar com situações extremas - Reprodução da internet
Meditação ajuda pessoas a lidar com situações extremasReprodução da internet
Por RENAN SCHUINDT

Na última semana, o caso dos meninos tailandeses presos em uma caverna chamou a atenção do mundo. Foram 17 dias confinados. Em meio à luta pela sobrevivência, o ex-monge e auxiliar técnico do 'Javalis Selvagens', Ekapol Chanthawong utilizou a meditação para controlar a fome, a ansiedade e tranquilizar os jovens. De acordo com especialistas, a prática diminui a frequência cardíaca e respiratória, reduzindo o gasto calórico. Uma prática fundamental para o grupo.

O método empregado é conhecido como 'atenção plena' (ou mindfulness, em inglês), um estilo de vida que consiste em estar aberto à experiência presente, observando seus pensamentos sem julgamentos ou críticas. Ao tomar consciência com os sentimentos, a pessoa se torna capaz de identificar sentimentos nocivos antes que eles ganhem força e desencadeiem um fluxo de emoções negativas, como o estresse.

"Com a meditação, nós entramos em um estado alterado de consciência. Isso faz com que você mude os seus padrões neurológicos, modificando a forma como se observa a situação que está sendo vivenciada, seja no dia a dia ou em situações extremas, como o caso dos jovens", explica a psicóloga Juliana Sato.

ansiedade era inimiga

O corpo e o cérebro entram em outras frequências, o que ajuda a aumentar as possibilidades de clareza mental e domínio de pensamentos. Segundo a psicóloga, o método foi importante, pois a ansiedade poderia piorar a situação. "Eles não tinham outra saída a não ser esperar pelo socorro. Manter a calma e a serenidade foi um fator determinante. Sem a prática, o desgaste físico e mental seria maior", garante.

EQUILÍBRIO DA MENTE

Na meditação, não há decisões a serem tomadas. Apesar do corpo sentir fome e sono, a mente consegue se manter equilibrada. O praticante desenvolve confiança ao voltar a atenção à respiração. A mente é direcionada ao momento, ocorrendo equilíbrio emocional.

Para se tornar um adepto, não é preciso esperar por uma situação adversa. Ainda segundo a psicóloga, pequenas pausas podem fazer a diferença na rotina. "O ideal é parar por um minuto pelo menos cinco vezes ao dia. O importante é dar essa pausa, voltar a tensão para a respiração, relaxar o corpo ao soltar o ar e trazer a mente para o presente. Isso ajuda na percepção das sensações do corpo", detalha Juliana Sato. No entanto, a psicóloga reforça que o exercício é apenas um primeiro passo. "O recomendado é escolher uma das técnicas da meditação. E, de maneira mais profunda, vamos conhecer melhor nosso estado emocional", conclui. 

Você pode gostar
Comentários