Estudo vai apontar cenário de zika no Rio

Fiocruz quer descobrir percentual de atingidos por doenças

Por O Dia

Resultado do exame sairá em até 20 minutos. Pesquisadores irão visitar as residências de moradores do Rio
Resultado do exame sairá em até 20 minutos. Pesquisadores irão visitar as residências de moradores do Rio -

Rio - A Fiocruz, por meio da Escola Nacional de Saúde Pública (ENSP), iniciou um estudo que pretende identificar a presença de anticorpos de zika, dengue e chikungunya em moradores do Rio de Janeiro. Com os resultados, será possível saber o percentual da população do município que teve contato no passado ou recentemente com os vírus dessas três doenças. Além de traçar o cenário epidemiológico da cidade, também serão conhecidas as áreas de circulação dos vírus. E, a partir disso, será possível propor estratégias de controle mais eficazes.

O estudo será realizado em 4,5 mil pessoas de 1,5 mil residências em todas as áreas da cidade. Em cada domicílio selecionado, todos os moradores serão entrevistados e convidados a fazer testes rápidos para detecção das doenças. 

No primeiro momento, será aplicado um questionário. Na sequência, eles retornarão às residências e aplicarão o teste rápido para todos os membros da família que desejarem participar. O exame é feito com apenas uma gota de sangue do dedo e o resultado sai em até 20 minutos. Os pesquisadores que vão às casas das pessoas estarão identificados com camiseta do projeto e crachá. Além disso, fotos dos profissionais estarão disponíveis no site da ENSP, para que possam ser reconhecidos.

BENEFÍCIOS

Ainda não se conhece o percentual de indivíduos no Rio de Janeiro que tiveram contato com os vírus de zika e chikungunya. Principalmente porque alguns casos são assintomáticos e confundem o quadro clínico no início da infecção. Qualquer pessoa que more na cidade do Rio poderá ser selecionada e convidada a participar do 'Projeto de Pesquisa ZDC'. "O estudo trará benefícios diretos não só para população, mas também para os serviços de Vigilância em Saúde e futuras pesquisas científicas", diz o coordenador geral do projeto, André Périssé.

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