Amamentação reduz risco de câncer de mama

Estudos mostraram que a cada 12 meses de amamentação, o risco de câncer de mama é reduzido em 4,3%

Por O Dia

Leite materno protege criança contra infecções, alergias, anemia e outras doenças
Leite materno protege criança contra infecções, alergias, anemia e outras doenças -

Rio - Agosto é o mês de conscientização sobre o aleitamento materno. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a amamentação de todos os bebês nos primeiros dois anos pode salvar a vida de mais de 820 mil crianças com menos de cinco anos, todos os anos. No Brasil, apenas 41% das crianças com até 6 meses são alimentadas exclusivamente com leite materno.

Os benefícios são inúmeros, para os bebês e também para as mães. Além de proteger a criança contra infecções, prevenir alergias, anemia e outras doenças, a amamentação está associada ao desenvolvimento da arcada dentária, desempenho intelectual e outros fatores que melhoram a qualidade de vida. Para as mães, o aleitamento é economicamente vantajoso, ajuda a evitar a depressão pós-parto e reduz o risco de câncer de mama. 

Estudos mostraram que a cada 12 meses de amamentação, o risco de câncer de mama é reduzido em 4,3%. Daniela Amaral, oncologista do Grupo CON, explica que no período de amamentação, quando o ciclo menstrual é interrompido, a mulher está menos exposta às ações de hormônios que podem provocar este tipo de tumor. “O câncer de mama pode estar relacionado a uma sobrecarga do hormônio estrogênio, produzido pelo próprio corpo ou absorvido por meio de contraceptivos e outras substâncias. Durante o aleitamento, os ciclos ovulatórios são interrompidos, diminuindo a quantidade de hormônios. Essa é uma das explicações para a associação entre amamentação e prevenção do câncer de mama, mas o mecanismo ainda não foi totalmente comprovado”, afirma.

O câncer de mama é a neoplasia mais comum entre as mulheres e, desconsiderando o câncer de pele não melanoma, corresponde a aproximadamente 30% dos diagnósticos. Segundo dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA), estão previstos 59.700 casos e 14.388 mortes decorrentes da doença apenas em 2018.

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