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Vergonha de sorrir, medo de bocejar e receio em beijar são sentimentos comuns na vida de brasileiros que enfrentam a condição da perda de dentes. Uma pesquisa da Edelman Insights mostra que 42% dos entrevistados não aproveita a vida ao máximo após a perda de dentes. Outros 66% consideram que seu sorriso ficou pior, enquanto 54% não se sentem confiantes para sorrir em público.

Hoje, 39 milhões de pessoas usam próteses dentárias no país um em cada cinco tem idades entre 25 e 44 anos. Para aqueles que estão em fase de envelhecimento, a perda dentária é a segunda questão que mais afeta a qualidade de vida, atrás apenas das dores no corpo.

AUTOESTIMA AFETADA

O estudo ouviu 600 pessoas entre 45 e 70 anos em quatro países da América Latina, incluindo o Brasil. A constatação foi que as relações sociais, a autopercepção, a autoestima e a qualidade de vida são muito impactadas pela perda de dentes. Chamam atenção, ainda, que 52% dos entrevistados percebem uma relação entre a perda de dentes e uma queda na aparência do rosto. Já para 43%, o problema atrapalha o namoro ou a paquera.

falta de acesso

Apesar do Brasil concentrar 30,2 milhões de idosos e da alta incidência de perda dentária e uso de dentaduras, os implantes ainda são inacessíveis à maioria. "É preciso compreender as dificuldades enfrentadas por essas pessoas e ajudá-las a encontrar um bom especialista que as auxilie na escolha de uma prótese adequada, de boa qualidade. Elas precisam melhorar a qualidade de vida", afirma a odontogeriatra Tânia Lacerda, membro do Conselho Regional de Odontologia de São Paulo.

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