Cirurgia melhora aspecto de cicatrizes

Plástica reparadora reduz marca e a deixa mais uniforme de acordo com tom de pele do paciente

Por *Luana Dandara

Resultadas por algum trauma sofrido na pele, seja de lesão ou cirurgia, as cicatrizes podem incomodar além da estética. Em alguns casos, as marcas chegam a provocar coceira e dor. Mas independente da causa e do tipo de cicatriz, os procedimentos de correção avançam cada vez mais na medicina. Apenas em 2016, segundo o último censo da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), foram realizadas 48.119 plásticas do tipo.

A cirurgia reparadora reduz a marca de modo que fique mais uniforme com o tom de pele e a textura circundante. O cirurgião plástico Luís Felipe Maatz, especializado na área, explica que qualquer pessoa em bom estado de saúde com desejo de melhorar o aspecto da cicatriz pode realizar a intervenção, feita em clínicas médicas ou hospitais.

"Geralmente, os pacientes desejam corrigir cicatrizes mais aparentes, como no rosto, pescoço, troncos ou braços. Mas cicatrizes podem ser incômodas em qualquer lugar do corpo. Mesmo as que se escondem sob a roupa, podem aparecer com roupas de piscina ou em momentos íntimos. Se isso causa incômodo e desconforto à pessoa, a cirurgia plástica pode ajudar", afirmou Maatz.

Atualmente, há mais de dez procedimentos diferentes para a reparação de marcas, definido pelo médico conforme a classificação da cicatriz: normal, quando decorrente de um processo comum de cura de machucado, ferimento ou acidente; queloide, quando protuberante, espessa, que pode ser acompanhada de coceira e dor, e hipertrófica, quando é mais profunda que o relevo da pele ao redor.

O bom resultado da operação, de acordo com Luís Maatz, varia por diversos fatores. "Além da técnica do cirurgião plástico, fatores como repouso no período pós-operatório influenciam, e a própria genética do paciente, que pode determinar o surgimento de nova cicatriz", ponderou.

A recuperação acontece entre um e sete dias. Também existem procedimentos alternativos, como laser e radiofrequência para cicatrizes mais leves, e injeção de ácido hialurônico ou polimetilmetacrilato, de forma a preencher a pele e deixá-la mais lisa. Nenhum deles, entretanto, tem a rapidez e eficácia da cirurgia plástica.

* Reportagem da estagiária Luana Dandara sob supervisão de Angélica Fernandes

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