IMUNOTERÁPICO

Por

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) concedeu aprovação para Bavencio (avelumabe, 20mg/ml uso intravenoso), um anticorpo monoclonal humano produzido por meio da tecnologia de DNA recombinante. É o primeiro tratamento indicado para carcinoma de células de Merkel metastático, um tipo raro e agressivo de câncer que se forma mais frequentemente na pele.

O medicamento faz parte de uma aliança estratégica global Merck-Pfizer, que tem o objetivo de promover uma ampla investigação no campo da imuno-oncologia. "Até agora, os pacientes brasileiros não tinham opções para tratar esse tipo raro e devastador de câncer. E essa notícia é ainda mais positiva, considerando que é uma opção de imunoterapia para os pacientes que já enfrentam as dificuldades de viver com o CCMm",comenta Ricardo Blum, diretor médico da Merck no Brasil.

"A aprovação de Bavencio no Brasil, além de constituir um marco importante para a imunoterapia no país, representa a oportunidade de fazer uma diferença significativa na vida dos pacientes que vivem com tumores difíceis de tratar, tais como o carcinoma de células de Merkel metastático", acrescenta o diretor médico da Pfizer Brasil, Eurico Correia.

O CCM pode ser considerado globalmente como um tipo raro de câncer. Na Europa, um total de 2,5 mikl pessoas são diagnosticadas com a doença a cada ano entre 5% e 12% delas são diagnosticadas já em fase metastática. Cerca de um em cada três europeus com a doença morre anualmente. No Brasil, não há dados epidemiológicos específicos disponíveis. A aprovação é baseada em dados do Javelin Merkel 200, um estudo internacional em pacientes com a doença. O levantamento é a maior investigação clínica pré-registro para uma imunoterapia em CCM metastático.

A aprovação brasileira de Bavencio segue o que foi realizado pela Comissão Europeia, em setembro de 2017, sendo indicado como monoterapia para o tratamento de pacientes adultos. O programa de desenvolvimento clínico de Bavencio envolve pelo menos 30 estudos clínicos com mais de 8,3 mil pacientes avaliados em mais de 15 tipos diferentes de câncer.

Comentários