O serviço conta com 24 psicólogos que realizam o atendimento por telefone  - Divulgação
O serviço conta com 24 psicólogos que realizam o atendimento por telefone Divulgação
Por O Dia
Volta Redonda - Cerca de cem pessoas impactadas pelo isolamento social devido ao novo coronavírus já foram atendidas pela Secretaria Municipal de Saúde de Volta Redonda, através do acolhimento psicológico, via telefone.
O serviço conta com uma equipe de 24 psicólogos que fica à disposição da população de segunda a sexta-feira, das 8h às 22h, através dos números: 3339-9154, 3339-9674 e 3339-9158.

Entre os acolhimentos realizados, de acordo com as informações da Secretaria Municipal de Saúde, 88 foram para mulheres com idades entre 20 a 85 anos e 20 atendimentos para homens com idades entre 15 e 74 anos.

Cinquenta por cento dos casos estão ligados a ansiedade. O restante é sobre pânico, Covid-19 e orientações gerais. O prefeito Samuca Silva explicou como funciona o canal.

“Nesse momento, além de todo planejamento estratégico para conter a curva da doença na nossa cidade, estamos viabilizando esse apoio psicológico para as pessoas que se sentem ansiosas, com medo e dificuldades no isolamento. Elas precisam ficar em casa, mas com tranquilidade e a certeza que estamos fazendo tudo para conter o vírus”, disse o prefeito.

O secretário municipal de Saúde, Alfredo Peixoto, destaca que as notícias falsas também agravam as condições de saúde das pessoas que estão em restrição social.

“Essas notícias acabam gerando mais angústia em quem recebe. As informações distorcidas geram ansiedade. Algumas pessoas estão próximas dos familiares e outras distantes. Isso também aumenta a preocupação neste momento. Por isso, orientamos as pessoas que entrem nas redes sociais da prefeitura para acompanharem os dados reais da cidade", falou o secretário.

De acordo com a coordenadora do Setor de Saúde Mental, da Secretaria Municipal de Saúde, Renata Vasquez, o serviço conta com sigilo e privacidade, oferecendo escuta qualificada, acolhimento, psicoeducação e as orientações necessárias para cada caso abordado.

"A sensação da quarentena vai aumentando com o tempo de isolamento social. Nos primeiros dias as pessoas se organizam. Mas a expectativa constante de receber informações sobre os dados da doença afeta a todos. Direcionamos nossa interação social apenas para os dispositivos online, o que aumenta a ansiedade", disse a coordenadora.