Publicado 04/08/2020 10:20
Volta Redonda - O Hospital São João Batista em Volta Redonda conta com 20 leitos de enfermaria e dez de UTI para receber pacientes com o novo coronavírus, a covid-19. O diretor administrativo do hospital, Flávio Luiz, afirmou que a unidade médica garante a assistência à população durante a pandemia.
“Por conta da covid-19, redividimos as portas de entrada. O antigo acesso ao pronto socorro adulto ficou exclusivo para pacientes com sintomas respiratórios, normalmente ligados ao contágio pelo novo coronavírus. Mesmo assim, o acolhimento na chegada ao local, assegura que esse paciente seja imediatamente encaminhado para o isolamento. A recepção principal recebe os pacientes de clínica médica, maternidade e outras especialidades, além dos visitantes e acompanhantes. Já o antigo ambulatório de ortopedia, passou a receber as urgências pediátricas”, contou Flávio Luiz, lembrando que o antigo PS Infantil foi adaptado para abrigar os leitos para pacientes com covid-19.
Segundo a secretária de Saúde de Volta Redonda, Flávia Lipke, o São João Batista é referência no atendimento de urgência e emergência e está funcionando normalmente neste período de pandemia.
“A única mudança foi a transferência do atendimento ambulatorial para o Centro Municipal de Saúde (antigo Santa Margarida) para evitar aglomeração no hospital e abrir espaço para o setor reservado para pacientes com covid-19”, disse.
Uma sondagem revelou que Hospital São João Batista (HSJB), principal unidade de urgência e emergência da Rede Municipal de Saúde, ultrapassou a marca de 18 mil atendimentos entre os meses de março e julho de 2020, os cinco meses da pandemia da covid-19.
De acordo com a direção da unidade médica, além dos pacientes com covid, os demais estão divididos em clínica médica, cirurgia geral e buco-maxilo, ortopedia, pediatria e gineco-obstetrícia (maternidade).
Um dos mais de seis mil pacientes atendidos na clínica médica do São João Batista nestes cinco meses de pandemia foi Cesar Henrique de Oliveira Possodelli, de 57 anos. Ele ficou internado por dez dias em tratamento por conta de uma pneumonia.
“Cheguei com muita dor no peito e a suspeita era infarto. Imediatamente, fiz todos os exames indicados e diagnosticaram pneumonia. Por conta da suspeita de covid-19, cheguei a ficar em isolamento até o teste dar negativo para a doença. Só tenho a agradecer o atendimento que tive no hospital. A equipe é ótima, atenciosa e competente”, afirmou Cesar, que teve alta nesta segunda, dia 03.
“Cheguei com muita dor no peito e a suspeita era infarto. Imediatamente, fiz todos os exames indicados e diagnosticaram pneumonia. Por conta da suspeita de covid-19, cheguei a ficar em isolamento até o teste dar negativo para a doença. Só tenho a agradecer o atendimento que tive no hospital. A equipe é ótima, atenciosa e competente”, afirmou Cesar, que teve alta nesta segunda, dia 03.
Entre pouco mais de 3,5 mil pacientes da maternidade, entre março e julho, estava Lourdes Neves Dias de Oliveira, acompanhada pelo marido Gilberto Dias de Oliveira. Os dois comemoravam o nascimento do filho.
“Comecei a sentir as contrações, mas não achei que era o bebê. Estava com 37 semanas e fiz acompanhamento durante toda gravidez. Tenho muito que agradecer às equipes da unidade básica do Santo Agostinho, da Policlínica da Mulher e agora do São João Batista. Fui atendida imediatamente e está tudo ótimo comigo e com o meu filho”, falou.
Ainda de acordo com o levantamento de atendimentos, o hospital também é referência em traumatologia e, neste período de pandemia, mais de três mil pessoas passaram pelo setor de ortopedia.
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