Granato pede quebra de sigilo de candidata do PSOL  - Divulgação
Granato pede quebra de sigilo de candidata do PSOL Divulgação
Por O Dia
Volta Redonda - As declarações de Juliana Carvalho, candidata à prefeitura de Volta Redonda pelo PSOL, feitas durante um debate em uma emissora local, no dia 14 de outubro, provocou um pedido de quebra de sigilo telefônico da candidata.
O motivo da ação partiu do momento que a socialista levou o também candidato na corrida eleitoral para o Palácio 17 de Julho, Granato ao centro do debate e pediu para ele informações acerca de um processo aberto pelo Ministério Público, que o acusa de desvio de dinheiro da Câmara para pagar funcionários que trabalhavam em uma instituição assistencialista presidida pela sua filha.
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“Fale para a gente sobre o dinheiro desviado da Câmara para pagar funcionários que trabalham na instituição que sua filha é presidente e que virou uma verdadeira usina de votos”, questionou Juliana depois de introduzir a pergunta com argumentos que tratavam de corrupção presente na história da política voltarredondense.
Granato, por sua vez, preferiu não falar sobre o assunto e devolveu a pergunta da seguinte maneira. “A senhora está mal informada. Tem que tomar cuidado com o que fala para não levar um processinho”, respondeu.
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O diálogo entre os dois rendeu nas redes sociais. Em campanha, a candidata do PSOL começou a ser questionada em busca de detalhes sobre a pergunta que Granato não respondeu a contento. Diante disso, no dia 19 de outubro, Juliana postou um vídeo em seus perfis na internet, explicando que o processo existe.
“Já sabemos que existe processo de improbidade administrativa e que Granato é réu...Nós sabemos que há uma sentença nesse processo e sabemos também que está em segredo de Justiça...Granato apresentou uma série de recursos, neles podemos tomar pé do conteúdo da investigação... Chegou ao nosso conhecimento o suposto vazamento da sentença referente ao caso...quem vazou tem que se explicar. Mas queremos que o Granato retire o sigilo do processo e que seja transparente com a população. Isso é o mínimo que se espera de um candidato a prefeitura”, afirmou Juliana.
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Diante do vídeo publicado pela candidata, Granato exige na Justiça que Juliana retire a postagem do ar. O político ainda quer descobrir quem vazou para ela a existência desse processo e, para tanto, pede a quebra, entre outras, do sigilo telefônico da candidata do PSOL.
Os advogados do PSOL, Leonardo Moreira e Silva e Maria Elisa Marins comentaram a situação.
“Como muito bem observado através da louvável diligência do parquet e da irretocável interpretação do juízo, o debate transmitido amplamente por rede aberta de televisão ocorreu no dia 14/10/2020 reproduzido por vídeo no dia 16/10/2020, e o representante busca censurar a representada apenas quando a mentira proferida em sua resposta é desmascarada e sua credibilidade colocada em xeque no dia 21/10/2020”, explicaram os advogados do PSOL.
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Para eles, a postura de Granato contra Juliana é de cunho eleitoreiro. “De tudo visto, data máxima vênia, a representação nos parece mais uma tentativa de apresentar alguma vitória judicial contra representada, promessa feita em rede televisiva, com intuito de ganhar crédito com eleitores e ofuscar que é réu em processo de improbidade administrativa”, argumentou.