Batalhão de Ações com Cães apreende três toneladas de maconha em Acari
Operação também contou com a presença de homens do Bope, a tropa de elite da PM
Por adriano.araujo, adriano.araujo
Rio - O faro de dois cães levou a Polícia Militar a descobrir uma casa que era usada para estocar cerca de três toneladas de maconha e outras drogas, no começo da tarde deste sábado, na Favela de Acari. Os labradores Scott e Jack, do Batalhão de Ações com Cães (BAC) da PM, sentaram na entrada de um sobrado com três andares, em frente à escola de samba Favo do Acari. Era a senha para que os policiais entrassem no local e encontrassem o material.
A ação, em conjunto com Batalhão de Operações Especiais (Bope), começou às 7h e contou com a participação de mais de 50 homens.
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Policiais do BAC apreenderam três toneladas de maconha em AcariMaíra Coelho / Agência O Dia
No primeiro andar, os PMs acharam apenas material de endolação. No segundo, localizaram o estoque com 4.458 frascos de lança-perfumes, 100 litros de cheirinho da loló, cerca de mil comprimidos de ecstasy e dois coletes à prova de balas. As três toneladas de maconha estavam estocadas em tabletes, cobertas por lona de plástico, no terceiro andar.
“Quando o cão sente o odor da droga ou de armas, ele muda de comportamento. Fica mais atento e agitado, com a boca fechada e o rabo balançando. Ao perceber essa mudança, o condutor segue o cão. Foi o que aconteceu”, explicou o tenente Victor Martires, do BAC.
O material foi encaminhado à 39ª DP (Pavuna), onde foi registrada a ocorrência. A quantidade de drogas em frente à delegacia despertou a atenção de muitos moradores, que chegaram a parar para tirar fotos.
“Não é sempre que vemos a polícia encontrando tanta droga assim”, disse o comerciante Antônio Carlos Rangel, que registrou a presença dos policiais lá.
Grande quantidade de drogas foi encontrada com a ajuda dos labradores Scott e Jack%2C do Batalhão de Ações com Cães (BAC) Maíra Coelho / Agência O Dia
Bolinha como estímulo?
Os cães Jack e Scott possuem características diferentes. Mas o estímulo para adestrá-los foi o mesmo: usar bolinhas de tênis para brincar, quando encontram drogas ou armas. Aos 6 anos, Scott é um dos mais experientes do BAC. Jack, com 2 anos, começou a trabalhar no início de 2013.
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“O Jack ainda está num ritmo acelerado. O Scott é um cão mais malandro. Pela experiência que tem, só vai nos lugares certos e não se cansa tanto”, compara o tenente Victor Martires. O BAC possui cerca de 65 animais no canil em Olaria. Dez cães atuam em favelas. Os outros são usados em manifestações e jogos de futebol.