Rio

Prefeitura e escolas de samba assinam acordo para repasse de verbas

Corte de 50% foi mantido e agremiações receberão R$ 1 milhão em cinco parcelas da prefeitura. Outros R$ 500 mil virão da iniciativa privada

Rio - O prefeito do Rio, Marcelo Crivella, a Liga Independente das Escolas de Samba (Liesa) e representantes das agremiações voltaram a se reunir na manhã desta segunda-feira. Desta vez, um acordo foi fechado entre as partes sobre os repasses de verbas para o Carnaval de 2018. O corte de 50% foi mantido e agremiações receberão R$ 1 milhão em cinco parcelas da prefeitura. Outros R$ 500 mil virão da iniciativa privada.

"Finalmente, hoje fizemos o acordo e assinamos com a Liga o contrato (de repasse do dinheiro). Estamos passando a metade do que foi repassado no ano passado porque, infelizmente, estamos em uma crise. Mas esforços estão sendo feitos para conseguirmos que iniciativa privada aumente esses recursos. Isso vai garantir que o Carnaval aconteça do mesmo jeito que os dos últimos anos. Quero garantir que dentro das possibilidades, o Carnaval está mantido", disse o prefeito. 

Prefeitura e escolas de samba chegaram a consenso sobre repasse de verbas Divulgação

Os contratos, que serão feitos pelas escolas e assinados junto à RioTur, devem ficar prontos no fim de julho, quando já será feito o primeiro repasse. "Assinamos um termo de compromisso para fazermos o contrato. A previsão é que o pagamento seja feito em cinco parcelas, quatro de R$ 225 mil e a última de R$ 100 mil, totalizando R$ 1 milhão", explicou Jorge Castanheira, presidente da Liesa.

Os outros R$ 500 mil para cada agremiação serão captados na iniciativa privada. "Será decidido em agosto quando haverá o encerramento público da arrecadação da iniciativa privada. São R$ 6,5 milhões para dividir entre as escolas", disse Castanheira. 

Ensaios técnicos em risco

O presidente da Liesa voltou a falar que os ensaios técnicos, realizados na Sapucaí antes dos desfiles, ainda estão em risco de não acontecer em 2018. A Liga vai tentar captar os recursos através da Lei Rouanet, do Governo Federal. Os gastos chegam a R$ 4 milhões para fazer os ensaios em cinco finais de semana.

"Não temos nada definido ainda. Essa será uma questão da Liga de conseguir a aprovação da Lei Rouanet e a captação, senão não terá ensaio técnico. Estamos tentando a aprovação do projeto para realizar os ensaios gratuitos. O prefeito já está ciente, mas não pode arcar com tudo. Estamos fazemos nossa parte, mas caso a gente não consiga, não haverá ensaio técnico", finalizou.

Presidentes e representantes das escolas após se reuniram com Crivella nesta segunda-feira Rafael Nascimento / Agência O Dia

Os ensaios técnicos são uma tradição no Sambódromo e foram realizados nos últimos 15 anos.  Castanheira reforçou que o regulamento da organização da festa também está mantido. 

Crivella anunciou que a reforma das arquibancadas e dos banheiros da Sapucaí deve começar em breve. Também serão instalados 700 novos refletores com lâmpadas de led. Só com essas obras, a Prefeitura vai gastar R$ 1,1 milhão.

Participaram da reunião: Luizinho Drummond (presidente da Imperatriz), Luis Carlos Magalhães (presidente da Portela), Fernando Fernandes (vicepresidente da Vila Isabel), Vera Lúcia (presidente do Império Serrano), Milton Perácio (presidente da Grande Rio), Regina Celi (presidente do Salgueiro), Renato Thor (presidente da Paraíso do Tuiuti), Almir Reis (diretor da Beija Flor), Wandir Trindade (presidente da Mocidade) e Ney Filardi (presidente da Ilha do Governador).

Reportagem do estagiário Rafael Nascimento, sob supervisão de Cadu Bruno

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