Rio

Mobilidade mais inclusiva no Rio

Aplicativo de celular vai ajudar pessoas com deficiência a se locomover da melhor forma pela cidade

Rio - O Rio vai ganhar um aplicativo de celular para ajudar as pessoas com necessidades especiais a se locomover pela cidade da melhor forma possível. Esta é uma das iniciativas para o Rio do programa 'Smart Cities For All' apresentadas ontem no Palácio da Cidade. O programa, cujo nome em português significa Cidades Inteligentes para Todos, colabora com planejamentos urbanos mais inclusivos em diversas cidades do mundo.

Geraldo Nogueira, subsecretário municipal da Pessoa Com Deficiência, mostra versão inicial do aplicativo Sandro Vox / Agência O Dia

"O Rio é uma das cidades do mundo que está na liderança de 'cidade inteligente'. Agora, queremos apoiar essa hegemonia na inclusão. Que isso também inclua as necessidades das pessoas com deficiências", disse o venezuelano Victor Pineda, presidente da World Enabled e criador do projeto 'Smart Cities For All'.

O aplicativo, que deverá ficar pronto até o próximo ano, está sendo desenvolvido duas empresas sem fins lucrativos. "Os municípios crescerem e as informações têm que estar ao alcance de todos. Esse é um momento muito importante, pois estamos dando início a uma transformação social", disse Geraldo Nogueira, subsecretário municipal da Pessoa com Deficiência, na cerimônia de apresentação do projeto.

De acordo com o subsecretário, como qualquer outra cidade, a maior barreira para os portadores de necessidades especiais ainda é a acessibilidade aos transportes, apesar de a cidade já ter evoluído um pouco neste quesito. "Com o VLT (Veículo Leve sobre Trilho) e com o BRT, os deficientes já podem se locomover mais. Esperamos que os outros transportes de massa também se adequem", completa Nogueira.

Só no Brasil, mais de 45 milhões de pessoas possuem algum tipo de deficiência, sendo 7% de deficiências motoras. No Rio, cerca de um milhão de pessoas tem alguma necessidade especial.

"O problema de falta de estrutura para deficientes não está apenas no Brasil. Está no mundo. A gente precisa ter consciência das necessidades dos outros. É preciso juntar uma fonte de informação e saber como ela será usada. Quando você cria um sistema de comunicação acessível, você traz não apenas pessoas deficientes à cidade. Uma cidade inclusiva é o que o mundo espera", afirma o americano James Thurston, vice-presidente global da G3ict, que participa da implantação do projeto no Rio.

Isabel Gimenes, uma das responsáveis por implantar o projeto no Rio, lembra da importância de que as pessoas com deficiência sejam incluídas não só na acessibilidade arquitetônica, mas também na digital.

Setembro Azul tem calendário

Para marcar o 'Setembro Azul', movimento mundial que marca o Mês de Luta das Pessoas com Deficiência, a Prefeitura do Rio tem promovido diversas ações ao longo do mês. Uma delas é o seminário 'Setembro Azul: a Pessoa Surda e suas Potencialidades', que aconteceu ontem, véspera do Dia Nacional dos Surdos. Todas as palestras foram proferidas por surdos e traduzidas por integrantes da Central Carioca de Libras (Língua Brasileira de Sinais), no auditório da Ordem dos Advogados do Brasil. O seminário foi organizado pela Subsecretaria da Pessoa com Deficiência (Subpd).

Só no ano passado a CCL atendeu cerca de 3.450 surdos. Pelo menos 350 pessoas, entre elas 15 crianças, recebem algum tipo de tratamento todo mês, no órgão. "É preciso mostrar a dificuldade que o surdo enfrenta e trazer a perspectiva da surdez para a sociedade", afirma Viviane Pinheiro. "Promover a inclusão de todos na sociedade é uma luta diária", concluiu o subsecretário Geraldo Nogueira.

 

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