Rio

Filho do babalawo Ivanir dos Santos acusa PMs de agressão

Renato Sousa afirma ter levado pontapés e socos em uma revista

Rio - O filho do babalowo Ivanir dos Santos, o professor e árbitro internacional de jiu-jitsu Renato Sousa Neves, de 41 anos, acusa três PMs da UPP Cidade de Deus de agressão após uma revista policial. A confusão aconteceu na última quarta-feira, por volta das 20h, na Estrada dos Bandeirantes, em Curicica, quando ele e um casal de amigos voltavam da praia e foram parados pelos militares. Segundo Renato, após serem liberados, um dos policiais teria determinado que ele saísse do carro novamente para ver o que tinha em seu bolso. O judoca se recusou e os PMs deram socos e pontapés.

Judoca alega ainda que só foi atendido em delegacia após intervenção do pai. Secretaria analisa o caso Divulgação

"Como ele já havia me revistado, eu disse que não teria necessidade de colocar a mão na minha bermuda. Quando eu falei isso, o PM tentou me dar uma chave de braço (tentado enforcar). Como eu luto judô, consegui sair. Daí veio um segundo e me jogou na viatura. Apanhei com socos, tapas e pontapés", explicou Renato, que foi até a 32ª DP (Taquara) e, em um primeiro momento, foi orientado pelos agentes a ir ao 31º BPM (Barra da Tijuca) para comunicar o que teria acontecido. No entanto, após seu pai ligar para um delegado, ele foi ouvido.

"O meu filho só foi atendido após uma articulação minha. Ele ficou horas na DP sentado e esperando a boa vontade de alguém atende-lo. Ele é negro, trabalhador, campeão, e tem família militante. Só foi registrado por isso, por eu ter conhecimento", criticou Ivanir, que também é interlocutor da Comissão de Combate à intolerância Religiosa. Renato fez exame de corpo de delito e foi à Corregedoria Geral Unificada (CGU) da Secretaria de Segurança para prestar queixa contra os militares, onde reconheceu os policiais que teriam o agredido. "Durante o meu depoimento, o corregedor me mostrou a foto de todos os policiais do batalhão da área. Eu reconheci dois", afirmou.

Em nota, a CGU informou que fará análise do que foi dito por Renato e "tomará as medidas cabíveis" contra os policiais envolvidos. A Polícia Civil também esclareceu, por nota, que "o caso foi encaminhado para o Ministério Público da Auditoria Militar para investigação".

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