Dança é um santo remédio para a saúde física, mental e emocional

Modalidade passou a ser prescrita por médicos para reduzir fatores de risco de doenças e até combater sentimentos de depressão

Por FRANCISCO EDSON ALVES

Alunos de várias idades do professor Raphael Najan (de azul), da Academia Evidence, que também é coreógrafo de Preta Gil, atestam os efeitos da dança, que reduz o estresse e melhora a concentração e o equilíbrio
Alunos de várias idades do professor Raphael Najan (de azul), da Academia Evidence, que também é coreógrafo de Preta Gil, atestam os efeitos da dança, que reduz o estresse e melhora a concentração e o equilíbrio -

Rio - Que tal conquistar condicionamento físico, perdendo aquela gordurinha indesejável, sem os sacrifícios de dietas e aparelhos aeróbicos como a esteira? Divertida e socializadora, a dança já faz parte da rotina de boa parte dos frequentadores das 33 mil academias de ginásticas do Brasil, de acordo com a Associação Brasileira de Academias. A modalidade, inclusive, passou a ser prescrita por médicos para reduzir fatores de risco de doenças e até combater sentimentos de depressão.

Por proporcionar sensação imediata de bem-estar, liberando a serotonina e endorfina (hormônios do prazer), a dança também espanta o estresse. "As coreografias, o equilíbrio, a concentração e a flexibilidade, junto com reforço muscular, ajudam na perda de calorias e fazem bem à mente", atesta Raphael Najan, ator, bailarino, professor da Academia Evidence, na Tijuca, e coreógrafo da cantora Preta Gil.

Aluna de Raphael, a massoterapeuta Tatiana Antunes, de 43 anos, conta que pesquisou uma atividade prazerosa antes de se aventurar na academia. "A dança é indispensável", destaca ela, que faz axé e ritmos de boate. Já a produtora de eventos Bel Guimarães, 53, diz que a dança é sua verdadeira terapia. "Por 45 minutos, liberto minha alma", aponta. "Troquei, acertadamente, os equipamentos pesados pela dança caribenha e sertaneja", completa Nara de Azevedo, 62.

26/06/2018 - A Dança faz bem a saúde física e mental. O professor Raphael Najan dá aulas na academia Evidence, na Tijuca. Ele mostra algumas coreografias acompanhado das alunas Bel Guimarães (preto), Nara Azevedo (blusa azul e calça) e outros alunos presentes. Foto de Maíra Coelho / Agência O Dia. Cidade, Saúde, Dança, Academia, Corpo, Atividade, Física, Domingo, Dominical - Maíra Coelho / Agência O Dia

A fisioterapeuta Ana Gil, do espaço que leva o seu nome, na Barra, utiliza a dança para tratamento de lesões ortopédicas e correções posturais. "Todos os ritmos trazem benefícios. Entretanto, existem os mais recomendados para ortopedia, como o balé, jazz e dança de salão. A avaliação e acompanhamento de profissional de saúde, porém, é imprescindível", alerta.

Rafael Munerato, especialista em cardiologia, passou a prescrever a dança para eliminar ou reduzir fatores de riscos de doenças. Segundo ele, sair para dançar tem praticamente efeito similar a uma caminhada de 45 minutos. "Portadores de doenças cardiopulmonares graves devem seguir orientação médica". Márcia Modesto, psicóloga, psicanalista e terapeuta familiar, por sua vez, lembra que dançar integra e auxilia no relacionamento interpessoal. "Combate sentimentos de isolamento, timidez, solidão e depressão, sem distinção de sexo, raça e idade. Para a terceira idade, tornou-se prática fundamental".

Aprender uma coreografia, decorando os passos de dança, por sinal, é extremamente benéfico para a memória. "Sem contar no aumento da circulação sanguínea e controle da pressão", orienta Fernando Saraiva, professor de dinâmica corporal do Kurotel, Centro Médico de Longevidade.

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Alunos de várias idades do professor Raphael Najan (de azul), da Academia Evidence, que também é coreógrafo de Preta Gil, atestam os efeitos da dança, que reduz o estresse e melhora a concentração e o equilíbrio Maíra Coelho / Agência O Dia
Alunos de várias idades do professor Raphael Najan (de azul), da Academia Evidence, que também é coreógrafo de Preta Gil, atestam os efeitos da dança, que reduz o estresse e melhora a concentração e o equilíbrio Maíra Coelho / Agência O Dia
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Administradores de grupos de Whatsapp são responsáveis por ofensas feitas por membros, caso não ajam para impedi-las ou coibi-las. Crédito: Lidiane Camillo Lidiane Camillo
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