De olho no ritmo do seu coração

Doenças cardiovasculares são as que mais matam no mundo. Fique atento aos sinais e saiba como se prevenir

Por FRANCISCO EDSON ALVES

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Coração -

Rio - Você está cuidando bem do seu coração? Em média, de acordo com a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), corações saudáveis de adultos batem entre 60 e 100 vezes por minuto. Porém, a frequência cardíaca pode variar de pessoa para pessoa, conforme a idade ou rotina.

Qualquer indivíduo, porém, pode ter alterações, benignas ou severas, no ritmo do coração. São as arritmias cardíacas. A Sociedade Brasileira de Arritmias Cardíacas recomenda atenção a sinais. E para tirar dúvidas, a Johnson & Johnson Medical Devices destacou os mitos e verdades sobre os cuidados com o coração.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), doenças cardiovasculares representam a principal causa de morte no planeta. Por isso, segundo profissionais de saúde, como o endocrinologista Daniel Freire, é essencial o controle do colesterol para a redução de doenças cardiovasculares, entre elas o Acidente Vascular Cerebral (AVC), conhecido como derrame e infarto.

"O colesterol ruim (LDL) em excesso se acumula nas paredes dos vasos sanguíneos, originando a aterosclerose. Infartos e AVCs são causados por obstrução, que impede que o sangue flua para os órgãos", advertiu Freire.

A evolução da medicina, com cirurgias robóticas, é uma esperança a mais para o tratamento eficaz de vários tipo de doenças cardiovasculares. O Rio já conta com 39 robôs-cirurgiões, o triplo de dois anos atrás. A técnica revolucionária, que evita hemorragias, com ações minimamente invasivas (videoassistidas), tende a se expandir para área de cardiologia, como já ocorre em São Paulo, com mais acesso pela rede pública e com operações à distância, inclusive a partir de outros países.

Para manter a boa saúde cardíaca, os níveis de colesterol devem estar sempre sob controle, com boa alimentação, sobretudo. Gordura saturada, açúcares, excesso de álcool, tabaco e estresse devem ser evitados. A dieta precisa ser rica em verduras, frutas, cereais integrais, aves, peixes, óleos vegetais e castanhas. Tudo aliado a exercícios físicos pelo menos quatro vezes por semana.

MITOS E VERDADES

Devo cuidar do coração só após os 60 anos.

MITO! É necessário manter sempre a atenção à saúde e aos sinais que o coração emite em qualquer idade, principalmente quando há casos de pressão elevada e sem controle (hipertensão) e histórico de doença cardíaca na família. O sedentarismo, fumo e álcool são prejudiciais.

Palpitar sempre é normal.

MITO! O coração tem um mecanismo natural de aceleração, acionado quando se pratica atividade física ou em situações de grandes emoções. Em situações de repouso é um sinal de alerta. A palpitação isolada pode significar apenas ansiedade, mas existem outros sintomas que, se não forem avaliados por um médico, podem avançar em consequências graves como infartos, insuficiência cardíaca (ou outras moléstias que afetam o músculo do coração) ou ainda, nos casos mais extremos, se manifestar por meio de um AVC. Entre os sintomas estão: dor no peito ou dor torácica, desmaio, falta de ar, cadência lenta ou irregular do coração, intervalo entre os batimentos, debilidade, tontura, dor de cabeça, sudorese e sensação de estar sem fôlego.

Quem tem arritmia não pode consumir bebida alcoólica, energético, café, chocolate e refrigerante.

MITO! É permitido, mas moderadamente. Em excesso, essas substâncias podem induzir arritmia cardíaca. Combinados, podem ser um agente excitador, causar extrassístoles e fibrilação atrial, dois tipos de arritmias cardíacas, que podem levar a morte. Pequenas doses de cafeína não causam arritmias, mas aumentam a frequência cardíaca em torno de 5 a 10 batimentos por minuto. Não exagerar. Drogas, estimulantes e bebidas alcoólicas, especialmente em associação com energéticos, podem levar a arritmia cardíaca, crises de hipertensão arterial e infarto.

Hipertensão pode ser um fator de risco para a arritmia ou um AVC?

VERDADE! É fator de risco para diversas doenças cardiovasculares, como a fibrilação atrial, que é a arritmia mais comum do mundo, cuja consequência maior é o Acidente Vascular Cerebral (AVC), ou derrame. A fibrilação atrial leva o coração a bater em um ritmo irregular e atinge entre 1,5 e 2 milhões de pessoas no Brasil. Sinais: palpitações, dores ou desconfortos no peito, tontura e falta de ar. Em muitos casos, a FA é uma doença assintomática, ou seja, só é descoberta em sua manifestação mais grave, o AVC.

Arritmia não tem tratamento.

MITO! Algumas são crônicas e não têm cura, mas são controladas com medicamentos e vida saudável. O cardiologista diagnostica e recomenda o melhor método, que pode ser medicamentoso, ablação por cateter ou por implante de Dispositivos Cardíacos Eletrônicos Implantáveis como marcapasso (MP), Cardioversor Desfibrilador Implantável ou Ressincronizador. Mais informações sobre os procedimentos em www.tenhoarritmia.com.

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