Rio - O governador Pezão decidiu reduzir o valor do próprio salário, do vice-governador, Francisco Dornelles, e de todos os secretários. A decisão partiu de uma reunião realizada a portas fechadas, no Palácio Guanabara, em Laranjeiras, Zona Sul do Rio, na manhã desta sexta-feira. A medida é mais uma das encontradas pelo governo fluminense para tentar driblar a crise que atinge o Estado.
Com dificuldades para quitar as dívidas com fornecedores e realizar o pagamento de funcionários e pensionistas, Pezão anunciou que os cortes nas remunerações dos devem chegar a 10%. Carros oficiais e celulares do poder executivo também serão cortados.
O Governo do Estado também está a procura de um prédio que possa abrigar várias secretarias. A notícia foi divulgada na 1ª edição do RJTV, da TV Globo, nesta sexta-feira. Desta forma, o Executivo poderá economizar com contas de luz e reduzir gastos com segurança. As pastas deverão ainda sofrer um corte de 300 cargos.
Em entrevista ao noticiário, o governador contou que ainda não sabe quanto essas medidas representarão de economia, mas ele calcula que elas devem poupar entre R$ 300 a R$ 500 milhões dos cofres públicos. "Vou tomar mais medidas. Vamos estabelecer mais cortes. O que precisar de lei mandar pra assembleia legislativa, o que for da minha parte, de decreto, nós vamos fazer", afirmou Pezão ao RJTV.
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Autarquias e empresas públicas também deverão ser incorporadas a secretarias para que sejam enxugados cargos e estruturas. "Tem extinção de quase 20 empresas. Algumas dependem da Assembleia, vamos enviar. Tem empresas que precisam de 90 dias para ver se vão fechar ou não. Autarquias e fundações todas vão terminar. Se não me engano são 17 que vão para dentro de secretarias", anunciou.